
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Prefeitura de Caxias interdita aterro clandestino no bairro Pilar

Festa da Tilápia atrai 3 mil pessoas

O evento atendeu todas as expectativas dos organizadores. O público adulto assistia palestras, se concentrava na praça de alimentação ou visitava a feira de artesanato, e as crianças se divertiram no parque de diversão montado no gramado. A parte musical teve música eletrônica e forró ao vivo com grupos do município.



Saiu no jornal

A área, avaliada em R$ 600 mil, é propriedade particular da Companhia São Pedro de Alcântara e fica nos fundos da antiga Fábrica Brasil Industrial, onde hoje funciona a Fábrica do Conhecimento, e deve ser aberta em 2011. O valor será pago por uma empresa que deve compensação ambiental ao estado e será doado à Prefeitura, para gerir e criar atrativos para visitação turística, além da preservação das espécies nativas.
O secretário de Meio Ambiente de Paracambi, José Luís Oliveira, informa que o próximo passo é aguardar a finalização do plano de manejo, que está sendo custeado por outra medida compensatória, para levantar o quantitativo de fauna e flora, o potencial turístico, e catalogar os atrativos naturais. “Temos previsão de arrecadar R$ 710 mil com o ICMS verde em 2010. Deste total, R$ 250 mil serão por conta da criação do Parque do Curió”, comenta o secretário.
A fama e o canto do curió de Paracambi é preservado por criadores legalizados na cidade. O passarinho é muito valioso, chega a custar o valor de um carro zero. “Alguns são negociados por mais de R$ 35 mil”, diz o secretário. Apesar de raro, o curió ainda se reproduz na natureza, onde ninhos com filhotes são preservados por ambientalistas amadores.
Projeto inicial prevê construção de trilha para cegos, ecomuseu e ciclovia. Estudo apontará como preservar espécies em extinção
A preservação ambiental vai caminhar lado a lado com a visitação de turistas. O Parque do Curió terá capacidade para receber até 3 mil visitantes por dia. O secretário de Meio Ambiente de Paracambi, José Luís Oliveira, informa que será aberto para o ecoturismo. A área possui atrativos naturais para a prática de esportes radicais, como rapel e tirolesa, caminhada por trilhas, arvorismo e banhos de cachoeira. O aumento de turistas vai gerar recursos e movimentar a economia da cidade, gerando aumento de emprego e arrecadação.
Segundo o diretor-presidente da ONG Onda Verde, Hélio Vanderlei, e autor do projeto do parque, em 2003, envolvendo as instalações eram bem ousadas. “A proposta era construir a sede, um ecomuseu, ciclovia e uma trilha sensorial para cegos, com animais feitos de argila e madeira pelo caminho com plaquinhas de identificação em Braille. Estavam previstos também restaurantes e lojas de artesanato”, conta Hélio Vanderlei, que era secretário de Meio Ambiente de Paracambi quando elaborou o projeto.
O secretário José Luís adiantou que todas as propostas iniciais serão avaliadas e definidas após a elaboração do plano de manejo. Segundo o secretário, os recursos para as obras de infra-estrutura vão ser pleiteados também como medidas compensatórias. “Existem várias empresas que devem compensação ambiental ao governo do estado. Esses valores poderão ser autorizados para a construção do parque”, justifica o secretário.
O Parque do Curió possui fauna diversificada típica da região da Mata Atlântica, que ocupa 40% da área de Paracambi. O plano de manejo, que está sendo elaborado pelo Instituto Terra, apontará quantas e quais das 52 espécies catalogadas na região existem no parque. Deste total, 15 são endêmicas – existem nesse ecossistema – e duas estão ameaçadas.
Hélio Vanderlei lembra que além do próprio curió, a jaguatirica também corre risco de desaparecer da região. “Faz parte de um corredor de floresta que vai de Tinguá até a Serra da Bocaina”, explica. O ex-secretário acredita, no entanto, que medidas compensatórias não serão suficientes para construir a sede e fazer a manutenção. “É preciso ter parceria com a iniciativa privada, como acontece com o Parque Nacional do Iguaçu. A administração não precisa ser necessariamente pública”, justifica.

Armadilhas são o principal perigo
O alçapão é o grande inimigo do curió de Paracambi. Os caçadores costumam entrar na mata levando outro curió para atrair. Segundo o secretário José Luís, eles são territorialistas, e se ouvem o canto de outro passarinho da espécie, buscam confronto para defender o território ocupado e caem no alçapão.
Predadores naturais, como as aves de rapina e cobras, também ameaçam os ninhos dos curiós. O ambientalista José Joseildo Pinto conta que assim que localiza um ninho, espalha alho amassado no pé da árvore para confundir o olfato das cobras.
“Os ninhos geralmente ficam nos galhos próximos do chão e são facilmente localizados pelas cobras, que sentem o cheiro do ovo ou do filhote. Com o alho espalhado no chão, esse cheiro não é percebido pela cobra, os filhotes têm uma chance a mais de sobreviver”, explica José Joseildo.
O ambientalista conta que os filhotes conseguem voar após 12 dias de nascidos. Por isso, a importância de manter os ninhos vigiados e protegidos, até que eles tenham condições de se defender. “Dos seis ninhos que localizei, consegui acompanhar o crescimento dos filhotes, e com certeza oito deles chegaram à idade adulta”, garante.
O coordenador de operações da Brigada Florestal, Silas Silva Neto, conta que a ação de caçadores está sendo coibida diariamente. A maior vítima, segundo ele, são os coleiros. “Apreendemos a ave sem anilha e documentos do Ibama e encaminhamos ao Centro de Triagem de Seropédica”, relata.
Texto: Helvio Lessa/O Dia
Foto: Divulgação
sábado, 28 de novembro de 2009
Sábado tem Festa da Tilápia em Caxias


Confira a programação:
- 8h - Abertura oficial
- 8h40 - Palestra
- 9h30 - Palestra
- 11h20 - Atividade cultural
- 12h - Almoço dançante
- 13h - Apresentação de músicos locais
- 14h - Bingo
- 15h - Atividade cultural
- 18h - Show de forró
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Festa estimula produção de tilápia em Caxias

quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Mutirão da limpeza espera recolher 2 mil toneladas de lixo em Caxias

terça-feira, 24 de novembro de 2009
Aqüicultura no Rio de Janeiro

Piscicultura
A situação do setor agropecuário no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro exige soluções criativas, principalmente as que visam a melhoria do produtor rural e sua família. Nessa tarefa, os governos federal, estadual e municipal têm um importante papel a desempenhar, ou seja, promover o desenvolvimento autossustentável e equilibrado do ambiente e seus recursos hídricos.
É importante destacar que a pesca marinha não é uma fonte inesgotável de recursos, ao contrário da demanda por esses produtos. Devido ao crescimento da população e a mudanças nos hábitos alimentares, o preço do pescado, vem aumentando continuamente, afastando uma parcela significativa de consumidores, dessa excelente fonte de proteína animal. Essa tendência só será revertida com fornecimento regular de produtos de qualidade, provenientes da aqüicultura.
Sistemas de produção
- extensivo: baseia-se no aproveitamento de lagos e açudes já construídos. O potencial para produção é de 500kg/ha;
- semi-intensivo: trabalha em viveiros construídos. Deve ter controle de entrada e saída de água. A adubação pode ser orgânica e inorgânica, com utilização de subprodutos e ração na alimentação. A produção estimada é de 600kg/ha;
- intensivo: os viveiros também são construídos com o mesmo controle de entrada e saída de água. A utilização de ração é balanceada, e a produção estimada é de 15 mil kg/ha;
- hiperintensivo: o método aplicado pode ser race-way, tanques e gaiolas. Deve ter alta vazão de água. A ração utilizada é específica, e a produção alcançada chega a 200 kg/m3.
A água deve ser de qualidade e quantidade com vazão acima de 10 litros por segundo. Alguns parâmetros físico-químicos que devem atender a necessidade das espécies:
- temperatura adequada à espécie cultivada;
- pH neutro, com variação de 6 a 8;
- oxigênio dissolvido de 5 a 8 mg por litro;
- alcalinidade e dureza - 25 mg por litro.
- tilápia do Nilo e seus híbridos;
- tambaqui;
- pacu;
- híbridos (tambacu e paqui);
- piauçu;
- matrinchã;
- piraputanga;
- carpas (comum , capim, prateada e cabeça grande);
- pirapitinga.
Fonte: Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj)
www.fiperj.rj.gov.br
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Prefeito Zito mostra problemas da cidade à secretária estadual do Ambiente

O prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, visitou na tarde desta quarta-feira, acompanhado da secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, algumas áreas tingidas pelas chuvas dos últimos dias. Marilene disse que vai cadastrar as famílias que moram às margens do rio Iguaçu, que deverão ser transferidas para outras casas. Os imóveis são ocupações irregulares, e a área deverá ficar livre para obras do Projeto Iguaçu, Botas e Sarapuí, recebendo arborização, área de lazer e pavimentação. Esta, segundo Marilene, é uma forma de fazer com que a área não seja novamente ocupada.

Canal Cintura, no Pilar, dragado por máquinas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea)
Texto: Nelson Soares/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Aqüicultura no Brasil

Segundo o documento “Estado Mundial da Pesca e Aqüicultura em 2002” publicado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 2003, a partir de 1970, a aqüicultura mundial vem apresentando índices médios anuais de crescimento de 9,2%, comparados com apenas 1,4% na pesca extrativa e 2,8% na produção de animais terrestres. A China permanece como o maior produtor, com 71% do volume e cerca de 50% em termos de valor.
O potencial do Brasil para o desenvolvimento da aqüicultura é imenso, constituído por 8.400 km de costa marítima, 5,5 milhões de hectares de reservatórios de águas doces, aproximadamente 12% da água doce disponível no planeta, clima extremamente favorável para o crescimento dos organismos cultivados, terras disponíveis e ainda relativamente baratas na maior parte do país, mão-de-obra abundante e crescente demanda por pescado no mercado interno.
Embora as pesquisas voltadas para o cultivo de organismos aquáticos tenham se iniciado na década de 30 do século passado, as mesmas só foram intensificadas a partir de 1970.

Atualmente, tanto os peixes como os moluscos produzidos nos cultivos estão sendo comercializados no mercado interno. No caso dos camarões marinhos, cerca de 30% da produção é destinada ao mercado interno, enquanto 70% é exportada para Estados Unidos, França, Espanha, Itália e Holanda.
Merecem destaque entre as ações governamentais para apoio ao setor a abertura das águas de domínio da União para a exploração da aqüicultura, bem como o estabelecimento de uma linha de crédito específica para financiamento de empreendimentos aqüícolas em todo o país.
Analisando-se a situação atual, é possível observar algumas tendências para a aqüicultura brasileira num futuro próximo. Estas tendências incluem:
- aumento substancial na produção de camarões marinhos;
- aumento na produção de moluscos, especialmente ostras e vieiras;
- aumento significativo na produção de peixes de água doce, especialmente das tilápias e de algumas espécies nativas;
- rápido desenvolvimento do cultivo em gaiolas ou tanques-redes nos reservatórios;
- aumento do uso de rações comerciais e diminuição dos cultivos realizados à base de estercos de animais terrestres;
- priorização de espécies autóctones nas bacias hidrográficas mais preservadas, tais como a Amazônica e a do Paraguai;
- maior atenção ao controle sanitário dos organismos aquáticos;
- maiores restrições relativas ao uso e contaminação das águas doces;
- maior uso de equipamentos utilizados em sistemas intensivos;
- maior dificuldade de introdução de novas espécies exóticas no país;
- mais atenção aos mercados externos e à exportação;
- aumento no número de produtos aqüícolas processados e com valor agregado;
- em termos tecnológicos, os pontos mais fortes do setor aqüícola brasileiro podem ser observados na carcinicultura marinha e na ranicultura, que alcançaram altos níveis de desenvolvimento. As maiores deficiências tecnológicas ainda residem no cultivo de vieiras e de peixes marinhos, áreas em que o país ainda está em fase embrionária. Outro fato que merece atenção é a relativa carência de mão-de-obra especializada para a atividade, tanto no setor público como na iniciativa privada.
Também a valorização dos produtos pesqueiros pelas suas qualidades nutricionais e para a preservação da saúde humana tem contribuído para um aumento na demanda pelos mesmos no mercado interno, que apresenta um elevado potencial de elasticidade se tivermos em mente que o consumo médio anual de pescado per capita é de apenas 6,8 kg/habitante.
Em 1998, o Brasil tinha 96.657 aqüicultores, que cultivavam 78.552 hectares de espelho d'água. Em 2001, estima-se que este número era de aproximadamente 128 mil produtores e que o aumento na área cultivada tenha sido da ordem de 40% em relação a 1998. Com relação à produção de formas jovens, em 2000 a produção nacional foi de aproximadamente 4 bilhões de pós-larvas de camarões marinhos, 100 milhões de alevinos de peixes de água doce e 10 milhões de sementes de ostras e vieiras.
O valor da produção aqüícola brasileira em 2001 chegou a um total de US$ 256,8 milhões, com US$ 12 milhões provenientes da malacocultura, US$ 160milhões da carcinicultura marinha, US$ 80 milhões da piscicultura tropical e US$ 4,8 milhões da truticultura.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
28 de novembro: Festa da Tilápia em Xerém
Acontece no dia 28 de novembro a 1ª Festa da Tilápia em Xerém, organizada pela Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, e em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), com entrada franca.
O evento, que começará às 8h, acontecerá na sede da Associação dos Funcionários do Inmetro (Asmetro), na Rua Pastor Manoel Avelino, s/nº, Xerém, e terá várias atrações para o público, como exposição de peixes e artesanato, almoço dançante, cardápio variado, bebidas e bingo, além de palestras com técnicos sobre o panorama da piscicultura no Rio de Janeiro, licenciamento ambiental para a atividade e rentabilidade e perspectiva de crescimento da criação.
A Festa da Tilápia, criada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento com o intuito de divulgar a piscicultura em Duque de Caxias, pretende movimentar a cadeia produtiva piscícola da tilápia e de outras espécies e se tornar um novo evento turístico e cultural no calendário de eventos da cidade.
Confira a programação:
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Saiu no jornal
Usinas de idéias verdes
Hidrelétricas transformam projetos de geração de energia em propostas de educação e preservação ambiental. Em Batalha, Goiás, o cerrado revive, e a natureza agradece
Por Leila Souza Lima

O programa é desenvolvido nas hidrelétricas de Foz do Chapecó (SC), Serra do Facão (GO) e Batalha (GO). Até o fim do ano, será levado também a Jirau (RO), usina na área de maior abrangência do bioma (conjunto de ecossistemas) Amazônia, detentor da mais variada biodiversidade.
A proposta combina ações de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social. “Para uma idéia da importância do projeto, Batalha é a única obra no país a conquistar quatro certificações: ISSO 9001 (Qualidade), 14001 (Meio Ambiente), 16001 (Responsabilidade Social) e a OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series) de Segurança e Saúde no Trabalho”, ressalta Miller Soares Rufino Pereira, gerente-geral de construção da Camargo Corrêa.
Às margens do rio São Marcos, em Cristalina, divisa de Goiás e Minas Gerais, e a três horas de Brasília (DF), Batalha, implantada no cerrado, terá potência de 52,5 MW – energia para cidade com 130 mil habitantes. O cenário é de filme, o investimento, à altura: R$ 740 milhões englobam também 23 programas socioambientais voltados a minimizar impactos na natureza. Alívio para quem visita o local antes de as águas o tomarem.
O cerrado brasileiro é um dos chamados hotspots, uma das áreas mais ameaçadas do mundo
Aterro sanitário clandestino com criação de porcos é fechado em Duque de Caxias




sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Saiu no jornal
Cursos para catadores
Governo federal anuncia capacitação para que 10 mil trabalhadores em 18 estados do país façam coleta com segurança, aprendam a operar novas máquinas e formem cooperativas

Cursos começarão a ser ministrados a partir de dezembro. Projeto que cria Política Nacional de Resíduos Sólidos vai profissionalizar mais as atividades do setor
Dez mil catadores de materiais recicláveis de 18 estados brasileiros terão programa de qualificação profissional. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, lançaram o projeto em São Paulo. O programa terá investimento de R$ 16,8 milhões, sendo R$ 15 milhões custeados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e o restante pela Fundação Banco do Brasil.
O curso começa em dezembro e vai ministrar desde técnicas para recolher o lixo com segurança a dicas para a criação de cooperativas de catadores, além do manejo de máquinas de reciclagem. Na cerimônia, o presidente Lula afirmou que o Governo tem planos de investir R$ 225 milhões por intermédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às cooperativas do setor e defendeu a aprovação do Projeto de Lei 203/91, que está em tramitação no Congresso Nacional – para a criação de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O projeto propõe que a coleta seletiva seja licitada e remunerada pelas prefeituras, mas o presidente fez um apelo aos administradores dos municípios, pedindo que as cooperativas e os catadores sejam incluídos no novo modelo de coleta. “As pessoas que até agora trabalharam na reciclagem podem ser jogadas para fora, para atender aos interesses de um grande empresário”, alertou o presidente. “Quero pedir a todos os prefeitos deste país para que levem em conta que é muito melhor para a cidade, para o Brasil e para a cidadania termos muitas pessoas ganhando pouco, do que ter apenas uma ganhando muito”, disse. Lula criticou o tratamento “humilhante” que muitos catadores recebem, afirmando que esses trabalhadores eram tratados como “gente de segunda categoria”.
O ministro Carlos Lupi destacou a importância da atividade dos catadores. “Vocês ajudam a limpar as cidades e a transformar o lixo em matéria-prima para a indústria, movimentando a economia e gerando mais empregos para o país. Queremos retribuir dando mais cidadania a cada um de vocês”, disse o ministro, durante a abertura de uma feira de exposição do segmento.
O projeto será implementado no Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.
Fonte: jornal "O Dia", 01/11/2009, página 19
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Projeto Girassóis da Primavera é encerrado com festa


quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Opinião: agricultura familiar
Alimento e geração de empregos
Por Antonio Canuto
Agricultura familiar: segurança alimentar e geração de empregos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acabou divulgando só agora, quase no final de 2009, o resultado do Censo Agropecuário realizado em 2006. O Censo apresenta à sociedade um retrato da realidade agrária brasileira.
Em primeiro lugar, o Censo detecta a acentuação na concentração da propriedade da terra. O índice de concentração, que em 1995 era de 0,856, em 2006 atingiu o patamar de 0,872. É bom frisar que quanto mais perto de 1, maior é o grau de concentração.
Este dado se materializa nos outros números do Censo. O Brasil tem 5.175.489 estabelecimentos agropecuários, ocupando uma área de 329.941.399 hectares. A agricultura familiar, com 4.367.902 estabelecimentos, ocupa uma área de 80.250.453 hectares. Por sua vez, os 807.587 estabelecimentos da agricultura empresarial, que o Censo denomina de “não familiar”, ocupam uma área de 249.890.940 hectares. Isto quer dizer que a agricultura familiar, com 84,4% dos estabelecimentos, ocupa 24,3% da área total. Em contrapartida, a agricultura empresarial ocupa 75,7% da área, com apenas 15,6% dos estabelecimentos agropecuários.
O Censo também vem confirmar o que os movimentos sociais do campo têm afirmado desde sempre. A agricultura familiar é responsável pela maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros, e assim garante a segurança alimentar de nossa gente. A agricultura familiar produz 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 58% do leite. A agricultura familiar ainda detém 59% do plantel de suínos, 50% do plantel de aves, 30% dos bovinos, e produz 21% do trigo. Onde a agricultura familiar tem menor participação é na cultura de soja: 16%.
Se analisarmos a produção da agricultura familiar a partir da área ocupada, vamos ver que ela é muito mais eficiente que a empresarial. Partindo da produção de bovinos, em que a agricultura empresarial é responsável por 70% do total, vemos o seguinte: a agropecuária empresarial criava 119.628.809 cabeças, numa área de 249.680.940 hectares, ou seja, 0,47 cabeças por hectare. Já a produção da agricultura familiar era de 0,64 cabeças por hectare, pois criava 51.991.528 cabeças, em 80.250.453 hectares. Se fizermos os cálculos em outros produtos, vamos ver que a eficiência da agricultura familiar é maior que a empresarial.
Outro dado importante do Censo é em relação à mão-de-obra em atividade. O total do pessoal ocupado nas atividades agropecuárias, segundo o Censo, era de 12.801.179 pessoas. Destas, 11.036.701 atuavam nas atividades de agricultura familiar. Somente 1.764.478 pessoas, nas atividades de agricultura empresarial. Isso mostra que, em média, a agricultura familiar gera um emprego a cada sete hectares, enquanto a agricultura empresarial gera um emprego a cada 141 hectares. E alardeia aos quatro cantos que sua atividade é responsável pelo aumento do emprego no campo.
Diante desta rápida análise que precisa ser mais aprofundada, o que se pode dizer com certeza é que a estrutura fundiária brasileira é uma estrutura que precisa ser alterada profundamente se quisermos ter um país mais livre e democrático. Não é sinal de sabedoria manter milhões de pessoas longe dos meios de produção concentrando em poucas mãos a riqueza e os bens que foram destinados pela natureza para todos.
O direito à propriedade é direito fundamental da pessoa, garantido pela Constituição. Os incisos XXII e XXIII do artigo 5º, sobre os direitos da pessoa, garantem o direito de propriedade, condicionando-o ao cumprimento de sua função social.
Esse direito universal, porém, acabe restrito a poucas pessoas. E um contrassenso que encontra sua fonte na história de nossa colonização. Em decorrência disso, as margens das nossas estradas gritam, com seus acampamentos, que milhões de famílias buscam terra como espaço de vida e trabalho. A propriedade é fonte de liberdade quando beneficia a todos, quando concentrada, se torna raiz de violência, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) a cada ano registra em seus relatório Conflitos no Campo Brasil.
O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, do qual a CPT faz parte, lançou a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar.
Só um limite para a propriedade da terra pode garantir a soberania alimentar de nosso país. Nas pequenas propriedades é que se pratica a agricultura, pois nas grandes se desenvolve o agronegócio, que se preocupa não com a produção de alimentos, mas com o que dá lucro. Um limite para a propriedade é uma questão de sabedoria e de bom senso!
Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião do Caxias Mais Verde
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Empresa de transporte vai gerar 300 empregos em Caxias
Opinião: agronegócio
Exemplo de superação e de bons resultados
Por Fábio Souto
O Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela o quanto o agricultura brasileira ainda precisa de apoio governamental. Apesar de apresentar números excelentes – muitos deles cada vez melhores –, o setor agrícola ainda carece de muita atenção. Os produtores têm dificuldade de acessar o crédito, estão endividados e correndo o risco de perderem suas propriedades. Essa é apenas uma parte da fotografia do campo brasileiro. A outra mostra que grande parcela dos estabelecimentos agropecuários ainda não tem energia elétrica e que a maioria dos agricultores é analfabeta. Em contradição, quem olha para esse retrato vê nele os responsáveis pela geração de milhares de empregos em todo o país (cerca de 20% do total de postos empregatícios existentes), pela manutenção do superávit da balança comercial, pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e, principalmente, pela produção da comida diversificada e barata que chega ao prato dos habitantes desta nação.
A atividade agropecuária no Brasil perdeu, entre 1996 e 2006, quase 24 milhões de hectares, destinados para reservas ambientais e terras indígenas, que já somam mais de 60 milhões de hectares. Nada contra a preservação ambiental ou a conservação da identidade indigenista. Muito pelo contrário, a agricultura preza muito para que o desmatamento seja zerado e para que os índios sejam respeitados. Porém, medidas descabidas e não condizentes com a realidade têm sido aprovadas nos últimos anos, prejudicando sobremaneira o trabalho no campo. É por isso que o Congresso Nacional, especialmente a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, da qual sou o atual presidente, pretende mudar a obsoleta e demasiadamente costurada legislação ambiental brasileira, instituindo o Código Ambiental Brasileiro, e questiona as desapropriações e demarcações de terras em áreas estratégicas para a agricultura.
A produção aumentou muito até 2006, batendo recordes consecutivos também em 2008 e 2009, primeira e segunda maiores safras de grãos da história do país, respectivamente. A agricultura familiar surpreendeu novamente, com importante participação na produção de hortifrutigranjeiros e na geração de postos de trabalho: os pequenos agricultores empregam cerca de 12 milhões de pessoas. As exportações cresceram, o rebanho brasileiro de gado é o maior do mundo, somos o maior exportador de carne de frango, expandimos o cultivo de transgênicos e a criação de suínos, aumentamos a área irrigada… dados que impressionam. Só não impressionam mais do que saber que dos cinco milhões de estabelecimentos agropecuários consultados pelo Censo 2006, apenas 920 mil deles receberam alguma forma de financiamento para a produção. Saber que a dívida agrícola já chega a R$ 130 bilhões e que os acordos firmados com o Executivo para a negociação dos débitos não são cumpridos. Saber que a assistência técnica oferecida pelo Governo chega a menos da metade das propriedades rurais. Saber que o Governo federal quer, em mais uma tentativa, alterar os índices de produtividade que um agricultor precisa atingir nas lavouras para que não seja desapropriado.
Falta subsídio governamental e falta apoio da sociedade brasileira para que a agricultura receba o tratamento que merece. A atividade já é sólida e de extrema importância para o Brasil, mas precisa ser vista como tal, não como vilã. Foi a agricultura que fez nosso país sair da crise econômica que afetou o mundo no último ano e é ela que sempre salva as contas. O agronegócio, seja do grande ou do pequeno produtor, tem a mesma relevância num conjunto em que quem ganha é a coletividade. Podemos gerar mais riquezas, mais empregos, mais renda, mais divisas para nossos produtos. Se o Governo brasileiro der aos agricultores o valor que eles dão ao Brasil, o país só tem a ganhar.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Saiu no jornal
Operação fecha entradas irregulares de Gramacho
“Esta é uma operação que vai durar várias semanas. Gramacho está parecendo a Amazônia: a diferença é que lá há o arco do desmatamento, e aqui há o arco do lixão. Esse lixo ilegal destrói o manguezal, afeta a saúde dos catadores e faz proliferar os urubus, que causam risco de acidentes aéreos”, explicou Minc.
A secretária Marilene Ramos disse que o estado está trabalhando para contratar um plano de reurbanização e saneamento ambiental do bairro de Jardim Gramacho.
sábado, 7 de novembro de 2009
Movimento Agricultura na Baixada realiza primeiro seminário
Logomarca aprovada no seminário. Suas formas simétricas transmitem suavidade ao design. A assinatura visual é composta por uma mão simbolizando folhas que protegem um broto. Essa simbologia representa os cuidados com a preservação e o trabalho agrícola. As cores utilizadas remetem diretamente ao universo botânico. Os tons suaves tornam a marca simples e, ao mesmo tempo, forte, transmitindo o conceito diretamente
O Movimento Agricultura na Baixada reúne os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti e Seropédica.
UFRRJ sediou primeiro seminário do Movimento Agricultura na Baixada
Seminário aconteceu no Auditório Gustavo Dutra, o "Gustavão"
Texto e fotos: Willy Rangel
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Selo Verde para empresas de ônibus que reduzirem poluição em Caxias
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Desans e Agricultura visitam zona rural no 4º distrito
Técnicos do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Desans), juntamente com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA), visitaram nesta quinta-feira a comunidade da localidade de Piranema, zona rural no 4º distrito de Duque de Caxias.
Os representantes da Administração municipal ouviram as demandas dos moradores e explicaram aos presentes o principal motivo da ida deles à comunidade: a aplicação, em Caxias, da Lei Federal 11.947, de 16 de junho de 2009, que prevê que pelo menos 30% da merenda oferecida na rede municipal de ensino sejam provenientes da agricultura familiar.
Por esse motivo, os moradores do Piranema tiraram dúvidas sobre como se enquadrar na condição de agricultor familiar e poderem se tornar fornecedores de merenda para a Prefeitura. Além disso, relataram uma série de problemas enfrentados pela comunidade, como falta de água, ausência de linhas de ônibus locais e estradas em péssimo estado de conservação, entre outros.
Além da SMMAAA e do Desans, participaram do encontro representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Vigilância Sanitária, dos Conselhos Municipais de Alimentação Escolar e de Segurança Alimentar, além de membros da Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Terra Prometida, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Texto e fotos: Willy Rangel