sábado, 20 de dezembro de 2014

Boas Festas!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pesquisa Mostra Duque de Caxias como a Pior Cidade entre as 100 mais Ricas do Brasil

Panorâmica de Santos (SP)

As melhores entre as 100 maiores do Brasil

São Paulo – Com pouco MAIS de 400 mil habitantes em 2010, o município de Santos, no litoral de São Paulo, é o primeiro na lista das melhores GRANDES cidades do Brasil, segundo pesquisa da Delta Economics & Finance/América Economia. A pior é a cidade de Duque de Caxias, município da região metropolitana do RIO DE JANEIRO, situado na região da Baixada Fluminense. 
A consultoria chegou a esta conclusão após analisar 77 características de cada uma das mais de 5,5 mil cidades do Brasil. O estudo levou em conta variáveis relacionadas à qualidade de VIDA, saúde, educação, segurança pública, saneamento básico, economia e governança, entre outros fatores. Veja a tabela abaixo.
A comparação entre as 100 maiores cidades revela que existem dois Brasis dentro do país, como classifica Claudia Regina Araujo, sócia da DELTA& Finance.
Entre os 50 municípios com melhor desempenho na avaliação, apenas 6 são de algum estado das regiões norte e nordeste. A LISTA vai de 1 a 100, sendo que a primeira obteve a melhor pontuação e a última, a pior. 
Veja quais os principais índices analisados: 
ÁreaPrincipais variáveisPontos possíveis
DesenvolvimentoDesenvolvimento municipal e Escolaridade do prefeito2
GovernançaPlano diretor, legislação específica, políticas públicas, equipamentos públicos, AGENDA 21, funcionários27
Bem-estarEsperança de vida ao nascer; mortalidade infantil; razão de dependência; probabilidade de sobrevivência até os 60 anos5
EconômicaDesigualdade de renda; pobreza; renda; profissionais ocupados com carteira assinada.10
FinanceiraRECEITA orçamentária; despesa com pessoal.4
DomicílioAcesso à água encanada, banheiro, coleta de lixo, energia elétrica e esgotamento sanitário5
SaúdeGovernança; equipamentos (unidades de saúde, leitos, etc); profissionais de saúde.10
EducaçãoExpectativa de anos de estudo; analfabetismo; atraso idade-série10
SegurançaTaxa de homicídio2
DIGITALAcesso à banda larga e canal de cidadania2
Veja as FOTOS e conheça o desempenho das 100 maiores cidades do Brasil. 
* Alterado no dia 8 de dezembro às 10h para corrigir o nome da consultoria. O correto é DELTA Economics & Finance. 
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/as-melhores-entre-as-100-maiores-cidades-do-brasil/?rct=rolex

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NOVA POLÍTICA CHEGA A DUQUE DE CAXIAS!

Samuel Maia e Marina

O Professor/Ambientalista e Direção Nacional da REDE Sustentabilidade, Samuel Maia, deu entrevista exclusiva ao Jornal Independente falando da crise atual da política, porém, otimista, vê no caos atual, as possibilidades da mudança real, para uma sociedade sustentável.
C+V - Como o Sr. vê esta crise atual da representação política brasileira.
Samuel Maia - A crise é mundial e representa o esgotamento de um modelo focado no individualismo. As redes sociais e as possibilidades tecnológicas impõe um novo modelo com democracia direta e gestão participativa.
C+V - E na Baixada Fluminense como o Sr vê o momento atual?
Samuel Maia - Peguemos Duque de Caxias como exemplo: O Prefeito Alexandre Cardoso ganhou as eleições pelo PSB/PDT/PT, setores médios e culturais da cidade e o que vemos é uma coalizão extremamente conservadora. O pior desta história toda é o estelionato eleitoral, pois, todos os setores que possuem mandato na cidade participam e tem interesses preservados no atual governo. Nas últimas eleições, todos sem excessão apoiaram o Governador eleito Pezão. Contudo, o povo os derrotou nas urnas, Crivella ganhou as eleições na cidade, 30 porcento apenas dos eleitores de Duque de Caxias votaram em candidatos da cidade, 30 por cento votaram em candidatos de fora e 40 porcento não votaram em ninguém. Ou seja, o povo que MUDANÇA REAL!
Samuel Maia em Debate sobre Gestão Pública
C+V- E quais as perspectivas para o futuro?
Samuel Maia - Do caos sempre nasce o novo!Não podemos é deixar os velhacos se apresentarem como alternativa. Hoje, através das várias mídias, não dá mais para não nos informarmos e, cometermos o erro de colocar para conduzir postos chaves da sociedade, pessoas que utilizam as funções públicas, para praticarem toda a sorte de crimes e não pensarem o coletivo, mas, apenas o indívidual. Creio na capacidade enorme que o ser-humano tem de superar as adversidades, neste sentido vejo que iremos caminhar, queiram ou não os velhos políticos, para uma política de alta participação e controle social dos aparelhos do Estado. Iremos conseguir instalar e fazer funcionar políticas públicas de terceira geração e fazermos a sustentabilidade ser um paradigma em todas as áreas da administração pública e privada. Nada pode conter a Força de uma Idéia que já está no meio de nós!

domingo, 23 de novembro de 2014

85% dos brasileiros acham que professores são pouco valorizados, diz pesquisa

Para entrevistados, valorização do professor e segurança são os fatores mais importantes para a qualidade de ensino

Agência BRASIL
Maioria dos brasileiros acha que escola pública está longe de ter educação de qualidade
O professor brasileiro é menos valorizado pelo governo do que deveria para 85% dos brasileiros. Para 76%, a profissão também é menos valorizada do que deveria pela população. Os dados são da pesquisa "A Educação e os Profissionais da Educação", feita pelo DATA Popular e divulgada neste sábado (22). 
O levantamento, feito a PEDIDO da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE), entrevistou 3.000 pessoas de todo o País. 
As escolas públicas do país estão longe de ter uma educação de qualidade, segundo a opinião de 59% dos entrevistados. Apenas 6% consideraram a educação da rede pública boa. Outros 33% acham que as escolas estão perto de oferecer uma boa educação. 
Falta de segurança é GRANDE problema da escola
Perguntados qual era o PRINCIPAL problema da educação pública no País, 28% citou a falta de segurança. A presença de alunos desrespeitosos apareceu em 15% das entrevistas. Para 9% da população, professores motivados e baixos salários dos docentes são o grande problema educacional.
Na pesquisa, a segurança e a valorização profissional apareceram como os fatores MAIS importantes para que uma escola tenha o ensino de qualidade.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nos EUA multa por excesso de lixo orgânico

Leio no Planeta Sustentável a notícia de que em Seatle, nos EUA, foi aprovada uma lei que permitirá à prefeitura multar quem encher mais de 10% das suas lixeiras com lixo orgânico.  Como fiscalizarão, não sei. Deverá ser uma tarefa árdua, mas, provavelmente, o sistema de coleta por lá deve ser suficientemente organizado para permitir o CONTROLE que, segundo diz a matéria,será acompanhado por sistema informatizado.
Bem, independentemente dessa parte operacional, o interessante é o espírito da lei, que visa o estímulo ao consumo consciente, a redução do desperdício de alimentos e à prática do aproveitamento dos resíduos por meio da compostagem. A fiscalização começa em janeiro de 2015, quando os infratores passam a ser notificados. As multas serão aplicadas a PARTIR de julho.
O valor será de U$1,00 para cada flagrante de excesso de lixo residencial. Já para prédios e o comércio fica em U$50,00. A multa será cobrada junto com a conta de lixo do mês seguinte ao do flagrante.

Por aqui produzimos milhares de toneladas de lixo orgânico diariamente.  Uma caminhada pelas ruas centrais das principais cidades do país no fim da tarde não deixa dúvidas. Os sacos pretos nas portas dos restaurantes não têm 10% de lixo, mas 100%. As CENAS de pessoas abrindo esses sacos para dali retirarem alimentos são comuns.
Aqui no Rio, até o ano passado, nem mesmo a comida excedente feita pelos restaurantes podiam ser aproveitadas e, muitas vezes tinham o lixo como destino. Os estabelecimentos não podiam DOAR essa comida excedente, sob o risco de infligirem a lei. Com uma nova lei aprovada já é possível doar a comida excedente que não tenha ido à mesa.  É um avanço, mas ainda falta muito, afinal a outra parte continua a ser jogada nas ruas.
O sistema de comida a quilo permite uma redução considerável do lixo gerado pelo alimento servido e não consumido. Mas grande parte das pessoas enche os pratos além do que conseguem comer e acaba jogando FORA o excedente.
Nos restaurantes a la carte seria muito mais interessante uma alteração nos padrões de atendimento, para que clientes e restaurantes conseguissem um meio termo que reduzisse o desperdício. É comum o retorno das MESAS para as cozinhas, como lixo, de bandejas cheias de arroz, farofa, feijão e outros acompanhamentos. Seria muito melhor, como conheci em Juiz de Fora, um sistema onde a porção servida parece menor, mas que permite a reposição de acordo com a necessidade. Como me disse a dona do restaurante, na media, todo mundo sai ganhando

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O Brasil na contramão

Nos últimos seis anos, em plena crise econômica internacional, o Brasil passou a integrar o grupo dos grandes poluidores mundiais, cuja fonte principal de gases-estufa é a queima de combustíveis fósseis. Esse país está assumindo um perfil de contaminação climática próprio do primeiro mundo, segundo o cientista José Marengo, um dos autores do Quinto Informe de Avaliação do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), cujo primeiro volume sem editar foi divulgado no dia 30 de setembro 2013.
E isto se deve, em parte, a uma simples razão de fenômeno industrial e de consumo. As isenções de impostos para estimular a venda de automóveis e motocicletas tiveram um efeito positivo no crescimento econômico. Contudo, ao mesmo tempo, criaram um aumento vertiginoso do parque automotivo. A quantidade de automóveis duplicou em uma década, passando de 24,5 milhões em 2001 para 50,2 milhões em 2012, segundo o informe Evolução da Frota de Automóveis e Motos no Brasil – Relatório 2013, divulgado em (10/10/2013).

As motocicletas tiveram um aumento ainda mais espetacular no mesmo período, passando de 4,5 milhões para 19,9 milhões. O Brasil “terminou 2012 com uma frota total de 76.137.125 veículos automotores. Em 2001, havia aproximadamente 31,8 milhões de unidades. Houve, portanto, aumento de 138,6%”, afirma o documento publicado pelo Observatório das Metrópoles. “Vale recordar que o crescimento populacional do país entre os últimos censos (2000 e 2010) foi de 11,8%”, acrescenta.
“É preocupante, porque sempre criticamos os países desenvolvidos por isso”, observou Marengo, que dirige o Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Esse aspecto contrasta com a redução do intenso desmatamento no país, amplamente divulgado pelas autoridades brasileiras.
Em 27 de setembro, quando o IPCC divulgou o Resumo para Responsáveis por Políticas, o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, dizia à IPS que este país conseguiu reduzir em 38,4% suas emissões de gases-estufa entre 2005 e 2010, devido à redução no desmatamento da Amazônia.
O Brasil se comprometeu em 2009 a reduzir suas emissões de gases-estufa entre 36,1% e 38,9%, segundo dois cenários de crescimento do produto interno bruto. O governo garante que já avançou 62% rumo a essa meta, graças à acentuada redução do desmatamento. Até 2009, o desmatamento era a causa de 60% da contaminação climática do Brasil, enquanto o uso de combustíveis fósseis estava em segundo lugar. Agora emergem novos problemas.
“Se tivéssemos um sistema de TRANSPORTES de massa confiável e confortável, as pessoas deixaram seus carros em casa. Mas, viajar em certas horas do dia no metrô de São Paulo ou do Rio de Janeiro (duas das maiores cidades do país) é uma humilhação”, disse Marengo à IPS. “Isso precisa mudar, e a única forma é fomentar um transporte público decente”.
Para o diretor de políticas públicas do Greenpeace Brasil, Sergio Leitão, essa mudança de perfil também coincide com a prioridade que se dá a novos empreendimentos, como a prospecção e exploração das jazidas de petróleo do pré-sal, a mais de sete mil metros de profundidade na plataforma submarina. “Estamos começando a exploração do pré-sal e nossas grandes cidades estão abarrotadas de carros”, pontuou Leitão. Enquanto o mundo caminha para novos modelos energéticos, o Brasil segue na contramão, segundo o ativista, tornando impossível que este país seja “amigo do planeta”, afirmou.
O informe do IPCC diz que as mudanças observadas desde 1950 não têm precedentes e demonstram que a ação do homem é uma causa inequívoca do aquecimento global registrado desde meados do século 20. O informe assinala que a humanidade deve fazer todos os esforços para manter o clima do planeta nas coordenadas do cenário mais otimista, com o aquecimento global não superando os dois graus neste século.
Para conseguir isso, segundo Leitão, as “medidas fundamentais, urgentes e inevitáveis” são mudar o modelo de produção e reduzir drasticamente o consumo de petróleo, gás e carvão. “Nos preocupa o fato de no Brasil o pré-sal ser visto como a grande oportunidade econômica do futuro”, afirmou. Na área energética, os grandes volumes de investimentos são destinados a viabilizar a exploração do petróleo no pré-sal, com até US$ 340 milhões até 2020, ressaltou.
Por outro lado, Leitão disse que “seria preciso adotar um rumo diferente, de pesquisas em energias renováveis e limpas. O Brasil se destaca em abundância de sol e vento. É necessário dinamizar essas vertentes e criar substitutos tecnológicos para os combustíveis fósseis”.
Marengo destacou que, se o mundo inteiro deixasse de emitir gases-estufa hoje, seriam necessários 20 anos para frear as transformações climáticas já desatadas. “O IPCC fala de aproximadamente duas décadas, pois foram centenas de anos acumulando dióxido de carbono (CO2). Os processos de fotossíntese nas florestas podem ajudar a absorver CO2, mas isso não é imediato e exige décadas de inércia”, destacou.
As medidas de mitigação – para reduzir a quantidade de gases lançados na atmosfera – são caras e seus efeitos são de longo prazo, mas são as únicas que permitirão minimizar os impactos futuros, acrescentou Marengo, para quem os impactos mais severos começarão a ser sentidos depois de 2040.
Adaptar-se a essas alterações é possível, mas a mensagem que o IPCC pretende dar à próxima cúpula mundial do clima, que se reunirá em novembro em Varsóvia, é que devem tomar medidas para evitar os cenários mais pessimistas, com elevações da temperatura média acima dos dois graus.
Marengo lamentou que a agenda ambiental tenha passado para segundo plano desde que começou a crise econômica e financeira mundial em 2008. “É impossível um país com uma situação econômica ruim aderir a um tratado ambiental, pois este terá um custo social elevado”, enfatizou. Envolverde/IPS
Publicado originalmente no Envolverde - Manuela Alegria 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Projeto de Mobilidade Apresentado por Samuel Maia poderá sair do papel

Uma fiscalização feita em 2010 na linha férrea da APA São
Bento, pelo Professor e Ambientalista Samuel Maia, na época
Secretário Municipal de Meio Ambiente de Duque de Caxias,
deu-lhe uma ideia que o mesmo trabalhou em conjunto com o
departamento de projetos especiais da Secretaria de Obras e
agora o governo federal poderá ajudar a sair do papel.
O governo federal liberou nesta quarta-feira R$ 1,5 milhão para o
projeto de mobilidade em Caxias. O objetivo é ligar vários pontos
da cidade por meio de BRT, com 41km; de ciclovias, com cerca de
120km; e da linha férrea já existente. O novo corredor de ônibus
fará a ligação entre Santa Cruz da Serra e a Avenida Brasil. O
convênio faz parte do PAC Mobilidade.

O projeto inicial prevê que três estações de trem da cidade (Gramacho,
Corte Oito e Santa Cruz da Serra) virem modais — ou seja, se integrem
 a outros meios de transporte, como ônibus e bicicletas. O bairro de
Gramacho também ganhará um viaduto para desafogar o trânsito.
— Nossa ideia ser aproveitada e com possibilidade de ser implantada
nos dá uma alegria inenarrável. Ira encurtar distancias e melhorará a
qualidade de vida da população disse Samuel Maia.
De acordo com ele, o projeto já esta pronto desde 2011, facilitando a
licitação da obra que deve ser realizada no início do ano que vem. O
Professor e ambientalista prevê que o custo total da intervenção fique
por volta de R$ 180 milhões.
A Prefeitura terá que dar uma contra-partida de 10% afirma Maia.
O contrato de repasse de recursos do Orçamento Geral da União já foi
assinado com Prefeitura de Caxias.

É assim que se constrói uma cidade sustentável, tendo projetos e os
realizando. Maia cita o caso da polêmica da vontade do Prefeito
Alexandre Cardoso de construir no já caótico centro da cidade um
Shopping - "Por vim da ARENA e do PFL partidos da Ditadura, o
Alexandre Cardoso é por natureza um político autoritário, enquanto
a cidade quer um Parque Urbano ao lado da Matriz de Santo Antonio
e Escola Municipal Dr Álvaro Alberto, o Alexandre Cardoso quer um
Shopping que irá piorar muito a vida das pessoas. Isto é visão de mundo
dele. Um conservador na essência. Afirmou Samuel Maia.



sábado, 1 de novembro de 2014

Europa terá ciclovia de 70 mil Km ligando 43 países

Uma megaciclovia com 70 mil quilômetros de extensão será contruída na Europa até 2020. A “EuroVelo” ligará 43 países em um total de 14 rotas de diferentes tamanhos. Ela poderá ser utilizada tanto por turistas em grandes viagens quanto pelas populações locais no deslocamento do dia a dia.
divulgação
Cada uma das rotas recebeu um nome relacionado às paisagens e histórias encontradas durante o trajeto. A rota 14, por exemplo, foi batizada de “Cortina de Ferro”, uma alusão à Guerra Fria. Com 10.400 quilômetros e interligando 20 nações – entre elas Noruega, Rússia, Alemanha, Bulgária e Turquia - ela é a maior rota da megaciclovia.
Enquanto isto no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro e em Duque de Caxias, não há interesse neste modelo de mobilidade sustentável.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Árvore é cortada para dar lugar a propaganda sobre preservação ambiental e gera polêmica

SÃO PAULO — “Uma criança abraça uma árvore com o sorriso no rosto. No fundo verde, uma mensagem exalta a importância da preservação da natureza e lembra do Dia da Árvore”. O que seria um roteiro padrão para uma peça publicitária virou motivo de revolta e indignação em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Isso porque a empresa de outdoor Interdoor derrubou uma árvore centenária em um terreno na Vila Aurora para a instalação de outdoor. Por coincidência, a primeira peça de publicidade instalada no local foi uma propaganda de um plano de saúde exaltando o Dia da Árvore.



A polêmica começou em julho com a derrubada da árvore no terreno localizado na Avenida Alberto Andaló. No local, já havia dois outdoors instalados. E com o corte da árvore, outros três foram instalados. Em uma das propagandas, uma cooperativa de saúde incentivava a preservação das árvores como forma de melhorar a saúde. A história foi parar na internet e ganhou repercussão internacional.

— Fiquei sem palavras diante de tamanha ironia e falta de bom senso — reclamou Carina Crisi Cavalheiro sobre a derrubada da árvore.

Nesta quarta-feira, o GLOBO tentou contato com a empresa responsável pelo outdoor. O atendente da Interdoor, que se identificou como Wagner, disse que só os proprietários poderiam falar sobre o assunto. Ao “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, a empresa teria informado que tinha autorização da prefeitura e Polícia Ambiental para cortar a árvore. Sobre a propaganda, a empresa disse que foi “uma infeliz coincidência” já que não sabia o que iria ser anunciado.

Em nota, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista, informou que não há nenhuma autorização em nome da Interdoor para o corte de árvore. Segundo o órgão, em nome dessa empresa, há uma autuação da Polícia Militar Ambiental, por corte de árvore, porém a Cetesb não confirma se é o mesmo endereço.

De acordo com a legislação municipal, a multa, segundo a Polícia Ambiental, varia entre R$ 100 a R$ 1.000 por árvore ou planta. Já a multa da prefeitura por erradicar árvores sem autorização é de R$ 247, 55.

Não é a primeira vez que a população de São José do Rio Preto se revolta com a derrubada de uma árvore. Há cinco meses, um grupo de moradores tentou impedir que um guapuruvu de mais de 80 anos e 30 metros de altura para dar lugar a construção de dois prédios. A mobilização levou o caso à justiça.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

10 fatos e estatísticas das Eleições 2014







Conforme o esperado para uma campanha tão turbulenta, as manifestações de vitória, derrota, vingança, inconformismo e até mesmo de luto estão movimentando as redes sociais. Mas será que todos os dados que circulam no Facebook são verdadeiros? Confira agora 10 fatos comprovados das Eleiçoes 2014 para justificar sua opinião ou rebater os comentários dos seus amigos:
1. Maior vitória de Dilma: o estado que mais votou em Dilma Rousseff foi o Maranhão, com 78,76% da preferência dos eleitores. Considerando o número total de votos válidos, a maior vitória absoluta da petista foi na Bahia, com 2.907.306 indicações a mais do que Aécio;
2. Maior vitória de Aécio: o candidato do PSDB obteve seu maior destaque em Santa Catarina, com 64,59% dos votos válidos. A maior diferença em número absolutos, porém, foi em São Paulo, onde Aécio fez 6.807.906 votos a mais do que Dilma;
3. Nordeste, Sul e Centro-Oeste: os nove estados da região Nordeste registraram a maior parte dos votos em Dilma, enquanto os três estados da região Sul e os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal votaram em Aécio;
4. Norte e Sudeste divididos: no Norte, três estados preferiram Aécio e quatro optaram por Dilma. O Sudeste ficou no meio a meio, com dois estados para cada candidato;
5. Quantas pessoas foram às urnas? O Brasil tem 142.822.046 de eleitores. Desse total, 112.683.879 se apresentaram para votar no 2º turno, o que significa que tivemos 78,90% de presença e 21,10% de abstenção (mais de 30 milhões de eleitores faltaram ao pleito);
6. Norte e Nordeste elegeram a Dilma? Nas regiões Norte e Nordeste, 38.198.859 de eleitores compareceram às urnas, enquanto 74.276.085 votaram nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Mesmo que todos os eleitores do NO e NE tivessem votado em Dilma, ela estaria longe de se reeleger sem os votos das demais regiões – diferente do que algumas pessoas disseram nas redes sociais;
7. Votos brancos e nulos: os votos brancos somaram 1,71% do total, enquanto os nulos foram 4,63%. Dessa maneira, os votos válidos representam 93,66% do eleitorado que efetivamente foi até as urnas;
8. Por que o Acre demorou tanto? O Acre foi o último estado a entregar seus resultados por causa da diferença de fuso horário, que o deixa três horas atrás de Brasília (atualmente em horário de verão). Apesar de as piadas na internet falarem apenas sobre o Acre, ele não foi o único a “demorar”: algumas localidades do Amazonas seguem o mesmo fuso que esse estado;
9. Ninguém gosta de ser mesário? Mentira! A quantidade de mesários voluntários foi maior do que a de mesários convocados: 1.362.045 contra 1.070.943;
10. Quem levou a melhor nas eleições para governador? Apesar de a disputa presidencial ter se polarizado entre PT e PSDB, o partido de maior sucesso nas disputas estaduais foi o PMDB, que somou 7 representantes. Confira quantosgovernadores foram eleitos de cada partido:

terça-feira, 21 de outubro de 2014

ONG aponta nova alta do desmate na Amazônia

Corte raso em agosto e setembro subiu 191% em 2014 em relação a 2013
Números são de monitoramento do Imazon; governo adiou divulgação de dados do desmatamento
MARCELO LEITEDE SÃO PAULO



Agora se entende por que o governo Dilma Rousseff adiou para novembro a divulgação dos dados parciais de desmatamento da Amazônia em agosto e setembro: as taxas estão subindo.
No confronto do mês passado com o mesmo período de 2013, o salto foi de 290%.
Um total de 402 km² de florestas sofreu corte raso em setembro, área equivalente a mais de um quarto do município de São Paulo. No mesmo mês do ano anterior, haviam sido 103 km².
A tendência de alta se sustenta também quando considerada a soma de agosto e setembro, os dois primeiros meses do "ano fiscal" do desmatamento. Comparando o bimestre de 2013 com o de 2014, o incremento foi de 191% (de 288 km² para 838 km²).
As informações partem da ONG de pesquisa Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), de Belém. Ela opera um sistema de alerta de desmatamento e degradação, o SAD, similar ao Deter, mantido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o Ministério do Meio Ambiente.
"O aumento de 191% indica que vai ser difícil reduzir o desmate neste ano. Para reverter a tendência serão necessárias medidas de maior alcance e impacto, indo além da fiscalização", diz Adalberto Veríssimo, do Imazon
DADOS OCULTOS
As informações do Deter são divulgadas mensalmente, mas o governo federal decidiu nesta semana publicá-las só em novembro. A alegação é que os valores serão anunciados já com base em imagens de satélite quatro vezes mais precisas, com o programa chamado Novo Deter.
Nenhum dos dois sistemas é inteiramente confiável. Não foram desenvolvidos para calcular a área de desmate, mas para lançar alertas que orientam a fiscalização por agentes do Ibama.
A fim de cumprir esse objetivo, usam satélites que registram imagens em períodos mais curtos. Até aqui, o Deter só detectava polígonos desmatados com área mínima de 25 hectares (250 mil m²). O Novo Deter trabalhará com acuidade de 6 hectares.
Essa é a resolução obtida por outro sistema do Inpe, o Prodes, que fornece as taxas anuais oficiais de desmatamento na Amazônia. Dele proveio a informação de que entre agosto de 2012 e julho de 2013 se devastaram 5.891 km², 29% a mais que no período anterior de 12 meses. Essa taxa de desmatamento, no entanto, é a segunda menor já registrada na Amazônia.
Além disso, sempre houve discrepâncias entre as cifras apuradas pelo Deter e pelo SAD. O governo costuma silenciar sobre os alertas do Imazon, mas agora o faz ao mesmo tempo em que posterga os relatórios do Deter.
Cinco fatores, contudo, contribuem para reforçar a hipótese de que o Imazon tenha detectado uma tendência robusta de alta. O primeiro está no próprio aumento de 29% verificado em 2013/12.
O segundo é a recente intensificação, pelo Ibama e outros órgãos federais, do combate ao desmate ilegal. Ela teve como clímax a Operação Castanheira, no final de agosto, na região de Novo Progresso (PA), para desmantelar uma quadrilha de grileiros.
A baixa presença de nuvens no período analisado pelo SAD (apenas 7% da área da Amazônia Legal ficou sem monitoramento) constitui o terceiro fator. Menos áreas de sombra melhoram a acuidade do levantamento.
O quarto elemento é o aumento de outra variável computada pelo Imazon, a degradação florestal (por extração de madeira e queimadas). Foram detectados 711 km² em agosto e setembro, salto de 558% diante dos 108 km² do mesmo bimestre em 2013.
Por fim, o próprio governo indica que vêm crescendo as derrubadas abaixo do limiar de detecção do Deter. Como o Novo Deter enxergará desmates menores, de até 6 ha, seus resultados poderão ser maiores que os do SAD --e piores para Dilma.
Fonte: Folha de São Paulo 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

TCE revela irregularidades milionárias de 1.975 funcionários em 91 prefeituras

Fraudes vão de prefeitos a médicos

CHRISTINA NASCIMENTO
Relatório do TCE mostra casos, como o de médico que tem 11 matrículas em pelo menos cinco municípios
Foto:  Divulgação

Rio - Auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) revelou
que existem indícios de fraudes nos salários de 1.975 servidores de 91
prefeituras do Rio de Janeiro — a exceção fica para a capital, que tem como
órgão fiscalizador um outro tribunal. Nesse grupo, há casos esdrúxulos,
como o de um médico que tem 11 matrículas em pelo menos cinco municípios
diferentes e mais uma no governo do Estado. Um outro tem dez. O permitido
por lei são apenas duas.
Foram ainda levantados 109 nomes de pessoas — em 24 municípios — que
recebem no lugar de funcionários públicos que já morreram. O trabalho de
fiscalização durou todo ano de 2013 e foi feito por uma equipe de 14 integrantes.
No documento, há ainda suspeitas sobre prefeitos, vice-prefeitos e secretários
quanto a aumento irregular da própria remuneração e de alguns servidores.
De acordo com o TCE, o relatório, que nunca foi feito com tanto detalhamento,
mostra que, com a o flagrante das fraudes, haverá uma economia por mês aos
cofres públicos de R$ 25.664 milhões. Por ano, essa quantia chega a, pelo
menos, R$ 307.974 milhões.


Em 81 municípios, há indícios de acumulação ilícita por parte dos servidores.
 Ficaram de fora apenas Quatis, Angra dos Reis, Bom Jardim, Cambuci, Carmo,
Comendador Levy Gasparian, Miguel Pereira, São Sebastião do Alto, Sapucaia.
 Em 36 cidades, os fiscais do Tribunal de Contas constataram que há o pagamento
de funcionários públicos em valores acima do teto constitucional permitido. 
Na região metropolitana, nos municípios de São João de Meriti e São Gonçalo,
foram encontradas situações em que os servidores receberam o pagamento de
gratificações, por meio de lei promulgada 180 dias antes do final do mandato do
 prefeito, o que é proibido pela Constituição. 
O material de auditoria será entregue ao Ministério Público, mas alguns gestores
 já foram avisados para que apurassem as suspeitas de fraudes em seus
municípios.
 Um dos questionamentos que deverá ser investigado pelos promotores é se os
funcionários flagrados com mais de duas matrículas, por exemplo, declararam
esta situação, quando assinaram novos contratos, ou se houve omissão ao município.
Caso a segunda hipótese seja confirmada, os prefeitos podem ser responsabilizados.
Devolução de milhões
Não é a primeira fiscalização detalhada que o TCE-RJ faz sobre saúde financeira
 dos municípios. Em março, como O DIA mostrou, o órgão fiscalizador pediu a
devolução de cerca de R$ 109,46 milhões para os cofres de 91 prefeituras e do
estado. O dinheiro era referente a processos julgados no ano passado e foi usado
em despesas ilegais ou em compras consideradas superfaturadas.
O dinheiro terá que ser devolvido pelo gestor que cometeu a irregularidade. A
relação tem mais de cem nomes, entre ex e atuais secretários, prefeitos,
vereadores e responsáveis por setores e autarquias citados em quase 300 mil
 processos que tiveram decisão no plenário, em 2013. A quantia tem que ser
paga com recursos próprios. Em 2012, o valor determinado pelo Tribunal para
retornar aos cofres públicos foi de cerca de R$ 68 milhões.

Fonte: Jornal O Dia

domingo, 14 de setembro de 2014

Estudo aponta que 137 mil jovens na Baixada não estudam nem trabalham

Números se aproximam do cenário encontrado no Nordeste, região mais pobre do país

MARIA LUISA BARROS

Rio - Um em cada três jovens da Baixada Fluminense, com idade entre 18 e 24 anos, não trabalha e tampouco estuda. Eles fazem parte da ‘geração nem-nem’, formada por brasileiros fora do mercado de trabalho, por falta de qualificação profissional, e que há muito desistiram dos bancos escolares, desestimulados por seguidas repetências. O estudo faz parte da quinta reportagem da parceria do DIA com a Casa Fluminense, instituição que pesquisa a realidade da Região Metropolitana do Rio. O Censo 2010 do IBGE, utilizado como fonte, mostra que a realidade atinge 137.990 jovens (32,2%) de um universo formado por 428.637 pessoas na região.
Foto:  Arte O Dia
Os números se aproximam do cenário encontrado no Nordeste, região mais pobre do país onde há a maior concentração dessa geração. Na capital fluminense a situação é menos dramática, mas preocupante. Os ‘nem-nem’ representam 176.348 cariocas, que correspondem a 25,3% do total de 695.792 pessoas. O Estado de São Paulo, por exemplo, tem 23,3%, enquanto Minas soma 23,5% e o Espírito Santo,
24,8%.
Para os especialistas ouvidos pelo DIA, falta estímulo para retomar os estudos em escolas de baixa qualidade. A idade avançada é outra barreira difícil de transpor. O fenômeno é mais comum entre a população de baixa renda, mas também afeta famílias de classe média, cujos jovens tendem a adiar a saída da casa dos pais ou a depender da aposentadoria dos mais velhos. Segundo o autor do estudo, o mestre em Economia da Casa Fluminense Vitor Mihessen, a situação está relacionada à precária mobilidade no Rio, sobretudo na Baixada, onde se perde até 3 horas por dia no trânsito.
“A falta de um transporte de massa de qualidade, e de baixo custo, é um forte impedidor da saída desses jovens em busca de emprego”, diz. Na opinião dele, o problema é ainda pior para as mulheres. “Não sobra tempo para cuidar dos filhos, se ela fica 8 horas no trabalho e mais 3 horas no trânsito”, resssalta.
Entre os municípios da Baixada, Duque de Caxias é a campeã no ranking dos ‘nem-nem’, seguida por Nova Iguaçu e Belford Roxo. Por outro lado, em números proporcionais ao total de jovens, Japeri lidera, com 40,7% de desocupados nessa faixa etária. Mihessen lembra que é grande a rotatividade entre os jovens nas empresa. “Algumas funções antigas não se modernizaram a ponto de atrair os jovens e não há estímulo ao empreendedorismo”,diz.
Para cineasta, falta estímulo
Há três anos, a Agência de Redes para a Juventude trabalha com jovens de nove favelas cariocas, oferecendo bolsas de estudo e apoio a projetos empreendedores. Criada pelo escritor e cineasta Marcus Vinícius Faustini, a agência é um modelo de ação social que cria uma nova perspectiva de futuro. “Não adianta culpar os jovens pelo problema. O próprio nome ‘nem-nem’ é depreciativo. É preciso identificar o que ele gosta de fazer. A própria diversão dessa geração pode ser estimulada para projetos empreendedores.
Foi assim com a Batalha do Passinho e o funk”, propõe Faustini, que sugere ainda ampliação de creches e melhoria na mobilidade urbana. “Eles têm um enorme potencial criativo. Foi essa juventude que criou o serviço de mototaxi para resolver a falta de transporte nas comunidades”, diz Faustini.
Maternidade vira drama
As mulheres representam mais da metade dos jovens ‘nem-nem’. Na Baixada, elas somam 86.724 desocupados, contra 51.266 dos homens. Em alguns municípios da região, a distância entre gêneros chega a ser mais que o dobro. Caso de Seropédica, onde 16,4% dos homens estão sem atividade. Já o percentual de mulheres é de 39,3%. Cenário semelhante a Guapimirim, que registra índices de 20% e 43,5%, respectivamente.
A explicação para o fenômeno pode estar relacionada à uma maternidade precoce. “Muito provavelmente, são meninas que tiveram filhos cedo e pararam de estudar. Elas tendem a repetir o exemplo que veem em casa, em que o homem é o provedor, e a mãe cuida do lar”, diz Vitor Mihessen.
Fonte: Jornal O Dia








EUA estão envolvidos no acidente que matou Eduardo Campos, diz jornalista

 De acordo com o jornalista investigativo norte-americano Wayne Madsen, especialista em inteligência e assuntos internacionais, os Estados Unidos, por meio da CIA, estariam envolvidos na queda do avião que matou Eduardo Campos no dia 13 de agosto.
A denúncia de Madsen foi feita na sua coluna “All Factors Point to CIA Aerially Assassinating Brazilian Presidential Candidate” (“Todos os Fatores indicam que a CIA assassinou por via aérea candidato brasileiro à Presidência”, sem tradução para o português), publicada no jornal online Strategic Culture Foundation. No texto, que lembra uma teoria da conspiração, o jornalista afirma que uma derrota de Dilma Rousseff representaria uma vitória para os planos de Barack Obama de eliminar “presidentes progressistas” da América Latina.
Segundo Madsen, os EUA têm um longo histórico de participações em mortes de políticos que ameaçam o “Império Americano”, o que tornaria a queda do Cessna ainda mais suspeita. Veja agora os motivos levantados pelo jornalista para desconfiar da participação da CIA no acidente:

1. Avião Cessna 560XLS

De acordo com a coluna, os aviões modelo Cessna 560XLS apresentam um “histórico de voo perfeitamente seguro”, tornando mais estranha a queda da aeronave de Eduardo Campos.
O texto ainda discute que diversas incertezas estão sendo levantadas sobre o proprietário do avião, que teria sido comprado por meio de empresas-fantasma. Além disso, Madsen questiona o fato de o gravador de voz da cabine do piloto não ter funcionado – a conversa registrada pelo aparelho e divulgada pela mídia pertencia a um voo anterior.
O jornalista afirma que “observadores brasileiros” acreditam que o Cessna de Eduardo Campos era um “avião fantasma” e que a nebulosidade em torno do proprietário da aeronave seria uma das táticas utilizadas pela CIA para encobrir suas atividades.

2. Equipe de investigação

Madsen levanta suspeitas sobre a equipe norte-americana enviada ao Brasil para investigar a queda da aeronave. Segundo ele, a National Transportation Safety Board já havia dado motivos para desconfiança durante a investigação de dois outros acidentes (TWA 800 e American Airlines 587), quando obteve “excelência em acobertar ações criminosas”.

3. Marina Silva é um fantoche de George Soros

Nas palavras de Madsen, Marina Silva é um “fantoche” de George Soros, um magnata húngaro-americano que está na 27ª posição entre os mais ricos do mundo da revista Forbes e que teria feito doações milionárias para reeleger Obama. O jornalista ainda ressalta que Marina Silva é membro da Igreja Assembleia de Deus, pró-Israel e muito mais favorável aos EUA do que Dilma Rousseff.
Montagem sugere que Soros manipula Obama.
A atual presidente, na visão de Madsen, representa uma ameaça aos EUA, que estariam ainda mais desconfiados depois que Edward Swoden revelou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) estava espionando as atividades de Dilma. Além disso, o governo americano estaria muito irritado com a criação do banco do BRICS.
Com a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva, todos sabem o que aconteceu: as pesquisas passaram a se mostrar mais favoráveis à candidata do PSB do que à do PT. Apesar de Dilma aparecer à frente de Marina no primeiro turno, a situação se inverte nosegundo.

4. Marina Silva como “Terceira Via”

Conforme Madsen alega, a apresentação de Marina Silva como uma terceira opção entre a polarização PT e PSDB teria, na verdade, origem em uma corrente internacional conhecida por “Terceira Via”, à qual pertenceram vários políticos financiados justamente por George Soros. Para o jornalista, a intenção dessa corrente seria infiltrar seus representantes e assumir o controle de partidos ligados à classe trabalhadora. Entre os políticos mais famosos da Terceira Via, estariam Bill Clinton, Tony Blair e Fernando Henrique Cardoso.
O próprio Eduardo Campos faria parte dessa corrente; entretanto, segundo Madsen, a Terceira Via não veria nenhum problema em tirá-lo de seu caminho para poder colocar no poder Marina Silva, que seria mais popular do que Campos e atenderia mais aos interesses de Israel e dos EUA.
Fonte: www.megacurioso.com.br 

sábado, 13 de setembro de 2014

As empresas já ganharam as eleições

Não importa o candidato à Presidência que tiver mais votos: algumas companhias garantiram a sua vitória em outubro

Montagem
Montagem Presidentes
Marina, Aécio e Dilma: mesmos financiadores
A um mês do primeiro turno, alguns vencedores da eleição deste ano estão definidos. Estes ganhadores são empresas que já garantiram seu poder nos próximos quatro anos, independentemente de quem lidera as apurações e sairá vencedor das urnas em outubro. A estratégia delas é pulverizar doações para diferentes candidatos. Desta forma, terão com o político eleito uma relação de "altruísmo recíproco", na prática tornando o eleito, não importa quem seja, um "devedor" da empresa.
Até agora, o frigorífico JBS e as construtoras OAS e Andrade Gutierrez são os principais doadores das eleições deste ano. No total, investiram 64 milhões de reais – ou seja, quase quarenta por cento do recebido por Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) por meio de seus comitês.
Os dados ainda são incompletos. Eles se referem aos dois primeiros meses da campanha, e a maior parte das doações acontece no período final da campanha, quando os gastos também aumentam. Se for mantido o padrão das últimas eleições, esta concentração só deve piorar.
Nas últimas eleições gerais, a construtora Camargo Corrêa financiou diretamente 133 candidatos e outros 50 comitês, que espalham o dinheiro para outros candidatos. O espectro ideológico da sua bancada era abrangente, com políticos que iam do PC do B ao DEM. Desta forma, os 100,45 milhões de reais investidos pela empresa poderiam bancar a campanha de todo oCongresso Nacional.
A disputa presidencial também seguia lógica semelhante. Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tiveram 78 doadores em comum, responsáveis por quase 70% do valor arrecadado por ambos. No segundo turno, o eleitor podia escolher entre os dois candidatos, mas as empresas vencedoras eram as mesmas.
Naquele ano, o ex-bilionário Eike Batista resumiu a postura do empresariado com uma transparência rara entre os seus pares. Ele havia doado aos três primeiros colocados na eleição presidencial: um milhão de reais para Dilma, outro para Serra e meio para Marina, então no PV. Em entrevista ao programa Roda Viva, Eike explicou que não poderia deixar seus projetos “atrasarem por razões políticas”. Os projetos de Eike estancaram, mas ‘razões políticas’ não parecem ter sido o motivo.
Acabar com este poder excessivo de empresários como Eike no pleito se tornou um objetivo de diversas entidades. Movimentos sociais fizeram, na última semana, um "plebiscito popular" pedindo uma reforma política que possa rever a forma como as eleições são organizadas e financiadas. A OAB, a CNBB e outros grupos têm uma proposta para acabar com o financiamento privado.
presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, diz que este financiamento perpetua um problema nacional. Para ele, o princípio de “um homem, um voto” nunca valeu plenamente no Brasil. As regras atuais, que estabelecem o limite de dois por cento da renda anual de uma empresa, não parecem suficientes para equilibrar as eleições.
O caminho mais próximo para mudar este quadro é o Supremo Tribunal Federal. Seis ministros já votaram favoravelmente à proibição de doações por empresas, em uma ação direta de inconstitucionalidade feita pela própria OAB. Até o STF retomar este objeto, porém, o eleitor segue sem muita opção.
Carta Capital: por Piero Locatelli — publicado 10/09/2014 04:34, última modificação 10/09/2014 09:03

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Samuel Maia Lança Livro na 23ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo


O Professor e Ambientalista Samuel Maia, autografou seu livro em São Paulo, na 23ª Bienal Internacional  do Livro em São Paulo,

Estudantes e Pesquisadores estiveram presentes e prestigiaram o evento.

O Professor e Pesquisador Arlindo Rodrigues, esteve presente e elogiou o trabalho realizado pelo colega do Estado do Rio de Janeiro.

Arlindo e Rodrigues e Samuel Maia