quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Rede D'Or chega a Duque de Caxias

Uma das maiores redes privadas de hospitais do país, o grupo D'Or, virá para Duque de Caxias. Nesta quarta-feira, 30 de setembro, o grupo recebeu da Prefeitura a licença prévia que autoriza os estudos de impacto e captação de recursos financeiros para o projeto. O novo hospital – o maior empreendimento particular da Baixada - será construído na Avenida Brigadeiro Lima e Silva onde funcionou uma concessionária de veículos. O documento foi entregue pelo secretário de Meio Ambiente, Samuel Maia, ao procurador da Rede D’Or, Beltassasar Marcelo do Amaral, que representou o diretor-técnico Rodrigo Gavina.

A partir de agora, a Rede D’Or pode concluir o projeto para licença de instalação que inclui, entre outros estudos, um de impacto de vizinhança. Beltassasar disse que a empresa pretende contratar o maior número possível de profissionais da área de saúde e que o Caxias D’Or será o maior hospital privado da Baixada Fluminense.
A unidade de Duque de Caxias deverá entrar em funcionamento em dois anos e o projeto já foi apreciado pelo prefeito José Camilo Zito em junho. “Duque de Caxias está crescendo e atraindo novos investimentos. Quem ganha com isso é a população, que terá um dos hospitais mais modernos do país”, frisou Zito.

Unidade da Rede D'Or em Duque de Caxias será o maior investimento privado da Baixada Fluminense.
Na foto, secretário Samuel Maia entrega licença prévia a procurador da rede de hospitais
Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Foto: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC

Estudantes de Caxias vão conhecer propriedades curativas de plantas medicinais

Alunos da rede municipal de ensino aprenderão sobre propriedades curativas de plantas medicinais
Os alunos da rede municipal de ensino de Duque de Caxias vão aprender os benefícios das plantas e ervas medicinais e levar o conhecimento para suas comunidades. Para isso, a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Duque de Caxias lança no dia 5 de outubro, às 9h, na Escola Municipal Henfil, no bairro Parque Paulista, o projeto Hortas Medicinais nas Escolas Municipais. O primeiro plantio de mudas será feito pelo secretário de Meio Ambiente, Samuel Maia, e pela secretária de Educação, Maria de Lourdes Tavares.
As mudas, de várias espécies, estão sendo cultivadas no Horto Municipal, no Capivari. As aulas sobre as propriedades das ervas medicinais serão ministradas por técnicos do Meio Ambiente e os alunos que desejarem poderão ajudar no plantio dentro da escola e levar posteriormente mudas para suas comunidades.
Samuel Maia disse que os moradores poderão de beneficiar com o tratamento fitoterápico. “Mesmo sendo medicamentos naturais, as plantas e ervas medicinais podem intoxicar e provocar algum malefício. Todas as plantas têm mais de um princípio ativo que pode ser contra-indicado para o usuário. Por isso, a orientação profissional e fundamental para o seu bom uso”, alerta Samuel, que pretende levar o projeto para toda a rede de ensino.
Serão plantadas mudas de atroveran, assa-peixe, camomila, cana-do-brejo, cebola, chapéu-de-couro, erva-cidreira, guaco, jatobá, saião, açaí, acerola, aroeira vermelha, angico-branco e flamboyant, entre outras.
Sândalo

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Saiu no jornal

Projeto de qualificação dos catadores de Gramacho
Novos agentes ambientais



O Instituto Coca-Cola Brasil e o Sistema Firjan, por meio do Fundo para o Desenvolvimento Social Firjan/IAF, uniram forças para qualificar mais de 200 membros da Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho (ACAMJG), que perderiam a fonte de renda após o fechamento do aterro sanitário, o que ocorrerá em breve. A proposta é uma das ações do Instituto Coca-Cola Brasil, que mantém um programa de apoio a mais de 70 cooperativas de catadores em todo o país. “A meta é chegar a mais de 200 até 2012. Mas esse caso é significativo, por conta da parceria com a Firjan e de o projeto ter como patrono o artista plástico Vik Muniz, embaixador de Jardim Gramacho”, destacou Márcio Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, após a aula inaugural do projeto Sustentabilidade para o Jardim Gramacho, no dia 26 de agosto. A capacitação está sob responsabilidade da ONG Doe Seu Lixo. “Queremos transformá-los em agentes ambientais. E a diferença após a qualificação é que eles serão capazes de cumprir todas as etapas da administração de um negócio”, explicou Julio Cesar Santos, secretário-geral da ONG. “Em linhas gerais, isso significa inclusão, aumento de renda e ter cidadania”, acrescentou.
Texto: Leila Souza Lima, coluna Conta Social

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Saiu no jornal

Confira matéria publicada no jornal "O Dia" em 30 de agosto de 2009.



Reciclagem de óleo ainda é insuficiente
Estado do Rio tem programa pioneiro para receber óleo de cozinha usado e transformá-lo em biodiesel, mas as iniciativas de condomínios e empresas ainda são isoladas



Anualmente, são despejados 4 milhões de litros de óleo nas águas marinhas e dos rios, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O resultado disso é que somente um litro é capaz de contaminar aproximadamente 1 milhão de litros de água. Contraditoriamente, muitas casas, condomínios e empresas não contam com um serviço de recolhimento de óleo utilizado para reaproveitamento.

Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D’Avignon, a decomposição do óleo de cozinha emite metano a atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, o que contribui para o aquecimento global. O óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo chega ao oceano pelas redes de esgoto, passa por reações químicas e gera o metano. “Você tem a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica (sem ar) de bactérias”.



A UFRJ foi a primeira a produzir biodiesel a partir de óleo de fritura

No Brasil, programas de descarte ainda são muito isolados, tocados por instituições que decidem agir de forma sustentável. Situação estranha, para um país que é campeão de reciclagem de latinhas de alumínio, com taxa de 96%. O professor acredita que uma boa forma de combater o descarte inadequado é conferir valor de compra do óleo recolhido por catadores, com a finalidade de produzir biodiesel.

O óleo descartado de casas e empresas pode ser utilizado na produção de biodiesel, com alto grau de benefício para o meio ambiente (Foto: Paulo Alvadia/O Dia)

No Rio, já há um projeto que trabalha em larga escala. O Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (Prove), iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente em parceria com a Usina de Manguinhos, já existe e precisa se expandir. Também participam do Prove a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom), o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e a Rede Independente de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado do Rio de Janeiro (Ricamare).

O objetivo é aumentar o reaproveitamento do óleo vegetal residual na produção de biodiesel, evitando, assim, o desperdício. O óleo de cozinha, jogado diretamente na rede de esgoto, é altamente nocivo. Polui rios, baías e oceano – o que prejudica o equilíbrio dos ecossistemas – e ainda bloqueia as tubulações e aumenta o custo da manutenção.

Diretor de cooperativa, Gilmar Henrique Alves de Oliveira explica que, para fazer a doação, interessados podem procurar as cooperativas. “Instalamos galões nos condomínios e prédios e recolhemos semanalmente ou de 15 em 15 dias, de acordo com o volume”, informa o cooperado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Parque Equitativa ganha Área de Proteção Ambiental

Samuel Maia planta muda de árvore

Uma área de 1,5 milhão de metros quadrados, localizada no Parque Equitativa, em Duque de Caxias, vai se transformar em Área de Preservação Ambiental (APA), até o final do ano. A boa notícia foi transmitida nesta segunda-feira, Dia da Árvore, pelo secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, que plantou mudas no local. A minuta do decreto que cria a APA está na Procuradoria-Geral do Município e será enviada ao Prefeito José Camilo Zito (PSDB) para aprovação e sanção.

O Dia da Árvore foi comemorado no município com o plantio de mais de 500 mudas de árvores de diversas espécies como pau-brasil, ipê amarelo, ipê roxo, ipê rosa, pau-ferro, flamboyant, jabuticabeira e pata de vaca. As mudas foram plantadas nos quatro distritos, principalmente em áreas sem cobertura verde e desmatadas, como do Parque Equitativa. Em uma delas, conhecida como “Monte”, o secretário Samuel Maia e técnicos da SMMAA plantaram 13 mudas de pau-brasil, ipê roxo e amarelo.

Samuel Maia disse ainda que a partir de agora, toda obra pública terá plantio de árvores e que o primeiro distrito é a região mais carente de verde. “Estamos elaborando projeto paras arborizar todas as ruas da região e já estamos fazendo o levantamento do número de mudas necessárias”, frisou. Maia acrescentou, ainda, que sua Secretaria fez várias intervenções na área do Parque Equitativa, evitando a invasão de áreas de Mata Atlântica, onde a flora e a fauna é muito rica e alguns animais, como micos, preguiças, tamanduás e uma variedade grande de pássaros correm risco devido à ação do homem.

Duque de Caxias que já tem o Parque Municipal da Taquara, que ocupa uma área de mais de 20 mil hectares, e vai ampliar o Parque da Caixa D’Água, em Jardim Primavera. Samuel Maia pensa também em criar o Parque Municipal de Xerém, outra área de Mata Atlântica, localizada no quarto distrito que faz parte do pulmão do município.


Texto: Nelson Soares/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: Everton Barsan/Paulo Martins/Assessoria de Comunicação PMDC

terça-feira, 22 de setembro de 2009

22 de Setembro - Dia Mundial sem Carro


Todo dia 22 de setembro, milhões de pessoas ao redor do mundo comemoram o Dia Mundial Sem Carro. A mobilização é um exercício de reflexão sobre a dependência e o uso (muitas vezes) irracional dos automóveis em nossa sociedade. Afinal de contas, tem gente que não vai até a padaria da esquina sem usar o carro.

A idéia principal do dia é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro (em face do trânsito pesado enfrentado nas cidades), ou mesmo, se possível, em substituir o possante por outro meio de transporte. A bicicletada, por exemplo, é um movimento internacional que prega o uso da bicicleta como o principal meio de transporte das pessoas.
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Saiu no jornal

Confira matéria publicada no caderno "Baixada" do jornal "O Dia" neste domingo, 20 de setembro.

Vida renovada nos manguezais
Uma década após acidente com o vazamento do óleo na Baía de Guanabara, mangue da APA de Guapimirim tem crescimento de 500 hectares. Em Mauá, no município de Magé, a população de caranguejos já é superior a 1 milhão de crustáceos adultos


O reflorestador José Alves dos Santos comemora a multiplicação dos caranguejos na Praia de Mauá com apoio do projeto Mangue Vivo

O mangue voltou a “pulsar” na Baixada Fluminense. Quase dez anos após o acidente ecológico que contaminou a Baía de Guanabara com mais de 1 milhão de litros de óleo da tubulação da Petrobras, a natureza reagiu. Estudo apresentado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no Congresso de Sensoreamento Remoto, mostra que o manguezal da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim cresceu naturalmente cerca de 500 hectares na última década.

Na Praia de Mauá, em Magé, outra boa notícia para a natureza. O projeto Mangue Vivo, tocado pela ONG Vida Azul em parceria com a iniciativa privada, triplicou os resultados nos últimos quatro anos.

Um alento para crustáceos, cobras, capivaras, biguás e várias aves migratórias que encontram um porto seguro nos 7,1 mil hectares do manguezal da APA de Guapimirim ou nos 12 hectares do mangue em recuperação na Praia de Mauá.

“Foi um crescimento natural do mangue. É um excelente indicativo de que a APA desempenha o seu papel. Existem atividades de fiscalização ambiental, como patrulhamento aquático, terrestre e, eventualmente, aéreo, de helicóptero. Evitamos a ocupação desordenada e retirada de madeira e a pesca predatória. Infelizmente, o resto da Mata Atlântica está sofrendo progressiva redução de cobertura vegetal”, diz o diretor da APA, Breno Herrera.
No projeto Mangue Vivo, o replantio de espécies de mangue vermelho, branco e preto está abrigando uma população de mais de 1 milhão de caranguejos, o triplo do que era registrado em 2005. “Eles estão em época de reprodução. Em breve, teremos muito mais caranguejos por aqui”, comemora o reflorestador do projeto José Alves dos Santos.
Para Antônia Ozório da Silva, coordenadora da ONG Vida Azul, apesar de receber menos verba do que no início do projeto, quando outras quatro ONGs trabalhavam juntas, o mangue otimizou a sua própria estrutura. “Com a repercussão da área, foi criado um novo habitat. E além dos crustáceos que já existiam no local, outras quatro espécies reapareceram na área”, afirma a coordenadora.
Ecossistema recuperado abriga fauna rica e variada
Golfinhos e tartarugas marinhas já começam a buscar abrigo nas áreas da APA de Guapimirim
Há cerca de quatro meses, um bando de golfinhos foi avistado na área do manguezal da APA de Guapimirim. Os animais, que já foram comuns da Baía de Guanabara e estão incluídos no brasão do Estado do Rio de Janeiro, atravessaram o mar poluído e encontraram qualidade de vida no ecossistema da região. Tartarugas marinhas também já foram avistadas recentemente. “É um dado praticamente inédito no Rio: uma área protegida ter uma ampliação natural”, vibra o diretor da APA de Guapimirim, Breno Herrera.

No local, há registro de mamíferos como lontras, capivaras e guaxinins. Existem ainda exemplares do jacaré-do-papo-amarelo, em extinção, e várias espécies de cobras, como jibóias e jararacas. Foram catalogadas 172 espécies de aves, com destaque para garças, maguaris, socós, biguás, coleiros, além da marreca caneleira, também ameaçada.

Mas para preservar a vida nos 14 mil hectares da APA de Guapimirim, que inclui áreas da Mata Atlântica e manguezal distribuídas pelos municípios de Guapimirim, Magé, Itaboraí e São Gonçalo, não é fácil. Na vigilância estão dois guardas do Instituto Chico Mendes, de três a quatro policiais do Batalhão Florestal da Polícia Militar e 10 guardas municipais da Prefeitura de Itaboraí.

“Temos também outra linha de ação, que é a educação ambiental, com visitas guiadas das escolas da região, na maioria, públicas. E existem atividades de pesquisas científicas. É a APA federal com maior número de pesquisas em andamento. A Uerj estuda a ecologia vegetal; a UFF, a fauna de caranguejos; e a PUC está avaliando a qualidade das águas”, enumera Breno.
A condução de visitantes é importante para a preservação. A cooperativa Manguezal Fluminense, formada por famílias de pescadores e caranguejeiros, opera no setor de ecoturismo da APA. Define as rotas de visitação na unidade de conservação, os períodos mais propícios, capacidade de carga e até quantos barcos podem circular por dia.
A APA funciona com um conselho gestor, que se reúne a cada três meses. É composto por representantes federais, estaduais e de associações. “Estamos trabalhando com áreas degradadas, em parceria com o Inea. As fazendas da unidade vão receber replantio experimental para aumentar a área protegida de manguezal nos limites da unidade de conservação”, acrescentou o diretor.
Segundo Breno, o principal problema é a expansão urbana desordenada. “Os municípios limítrofes da Baixada Fluminense possuem taxas altas de urbanização e as áreas de mangue sofrem ocupação clandestina. Temos que ter uma fiscalização permanente”, destaca.

Aterro divide manguezal no bairro Beira Mar, em Duque de Caxias

Ações de compensação ambiental

O secretário municipal de Meio Ambiente de Duque de Caxias, Samuel Maia, disse que os licenciamentos para aterro e a compactação do solo estão reduzindo o manguezal no bairro Beira Mar. Ele vai apresentar projetos para empresas que se desenvolveram ao redor do manguezal do município e que possuem passivo ambiental.

Segundo Samuel Maia, a empresa que for explorar o biogás do aterro de Jardim Gramacho terá que investir R$ 400 milhões em ações compensatórias, sendo que R$ 80 milhões deverão ir para Caxias e serão aplicados em projetos de capacitação de jovens agentes ambientais, além de projetos paisagísticos e de recuperação na área ao redor do mangue.

A empresa WTorre, que está construindo um empreendimento imobiliário na área do bairro Beira Mar, informou que é responsável pela recuperação do mangue aterrado, de forma sustentável. Para desenvolver o projeto, contratou um biólogo. “Hoje existe uma floresta de mais de 300 mil metros quadrados, povoada de várias espécies”, garante o superintendente Solano Neiva.

Texto: Helvio Lessa/O Dia

Fotos: Paulo Araújo/O Dia

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Participe do Dia Mundial sem Carro



Amanhã, saia a pé, de bicicleta, skate, patins, ônibus, metrô... menos de carro.

22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro.
Amanhã, deixe seu carro em casa e use outras formas de locomoção. Participe você também!

Saiu no jornal

Leia reportagem publicada pelo jornal "O Globo" neste domingo, dia 20 de setembro de 2009.



Na combalida Baía, manguezais dão sinal de vida

Estudo do Inpe revela que vegetação dentro de APA se expandiu por uma área equivalente a cem campos de futebol

A Baía de Guanabara avistada por Américo Vespúcio em 1500 em nada parecia uma boca banguela: sua costa era bordejada por 262 quilômetros quadrados de um manguezal viçoso, que alimentava farta vida marinha. Nesses cinco séculos, ela perdeu muito para o progresso e a industrialização. Mas, antes que extraíssem todos os seus galhos, ganhou a proteção da APA de Guapimirim.

Em seu 25º aniversário, a unidade de conservação divulgou um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com imagens de satélite revelando que o manguezal, protegido da ação do homem, aumentou em cerca de 100 hectares – área equivalente a 100 campos de futebol – entre 1996 e 2007. E o melhor, 700 hectares de mangue esparso foram reclassificados como mangue denso.

O chefe da APA, Breno Herrera, comemora o fato apesar de reconhecer a situação precária da baía.

“A gestão ambiental está cumprindo o seu papel ao permitir que a natureza se recupere naturalmente. A fiscalização provocou a redução do corte de madeiras em olarias e padarias, além de reprimir todo tipo de ocupação irregular. É a prova de que unidades de conservação podem dar certo.

Além da APA de Guapimirim, que tem 71 quilômetros quadrados de ecossistema em bom estado, três outras pequenas unidades de conservação ajudam a manter o que resta de manguezal na baía: as APAs Estrela e Suruí, em Magé, e a Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana (Aparu) de Jequiá, na Ilha do Governador. O geógrafo Elmo Amador, autor do mais completo estudo sobre a Baía de Guanabara, ressalta a importância da proteção de outras unidades.

“O Código Florestal proíbe o corte de árvores de mangue, mas esse instrumento não tem sido suficiente para conter o desmatamento de manguezais. Por isso, quanto mais áreas protegidas por unidades de conservação, melhor. O ideal era que existisse uma única unidade protetora de todos os manguezais da bacia da Baía de Guanabara”, sugere.

Breno comemora o fato de a expansão do manguezal ter ocorrido dentro de uma APA, unidade de uso sustentável, enquanto outras áreas, às vezes até com proteção integral, sofrem desmatamento.

A boa notícia veio num momento importante, às vésperas de uma mudança radical no perfil de ocupação de toda a região. O Instituto Chico Mendes, do Governo federal, prevê que o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) impulsione a implantação de outras atividades industriais, além de uma intensa ocupação urbana em toda a região.

“Atestamos o bom estado da APA antes da chegada do empreendimento. Agora, vamos avançar num projeto de reflorestamento de alguns trechos às margens do rio Caceribu. Serão 50 hectares experimentais”, adianta Breno.

Estado anuncia criação de parque fluvial em Magé

Mais um trecho de manguezal está a caminho de ser conservado. A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, anunciou a criação do Parque Fluvial do Rio Estrela, em Magé, que também protege a vegetação perto da foz do rio.

“A região de Magé, na altura da Praia de Mauá, terá manguezais mais densos. Além do parque fluvial, estamos repassando verba de medida compensatória para a APA Estrela, que faz um importante trabalho de recuperação do mangue impactado.

A invasão do ecossistema

Mangue desprotegido encolhe


Aterros, lixões e ocupações irregulares invadem o ecossistema

Enquanto a maior parte dos manguezais da Baía de Guanabara, sob a proteção de unidades de conservação, cresce a olhos vistos, uma parcela esquecida do ecossistema parece condenada a ser invadida por lixões, ocupações irregulares e aterros. Sobram, esquecidos, os manguezais de Duque de Caxias, de São Gonçalo, de Itaipu (Niterói), da Ilha do Fundão e do Caju (Rio). Para o biólogo Mário Moscatelli, que monitora o ecossistema em sobrevôos na região, o mangue desprotegido encolhe a cada dia.

“Em Duque de Caxias, o mangue é atingido de todos os lados: há lixões clandestinos, ocupações em aterros, além da própria Refinaria Duque de Caxias (Reduc). No rio Suruí, em Magé, há vários loteamentos sendo construídos em cima dos mangues. Em São Gonçalo, o peso no mangue é do esgoto, do lixo e da ocupação desordenada. Dois terços da pesca costeira depende diretamente dos nutrientes do mangue. É hora de conservarmos o ecossistema.

Texto: Tulio Brandão/O Globo
Foto: Custódio Coimbra/O Globo

21 de Setembro - Dia da Árvore



Árvore é sinônimo de vida. Uma árvore, por si só, pode nos trazer muitos benefícios. Desde a sombra aconchegante, até a folha de papel. As florestas plantadas (reflorestamentos) pelo homem devolvem a ele serviços e bens. Mas o equilíbrio tem que ser mantido com a preservação das matas nativas e a proteção dos mananciais, onde a flora e a fauna encontram ambientes diversificados.


Sob o aspecto econômico, valiosos produtos obtemos da árvore: madeira para as construções e o mobiliário, celulose para o papel, carvão para as caldeiras, substâncias medicinais, óleos, resinas, gomas, essências, mel, frutos, flores e muitos outros.


Sob o aspecto ecológico, dela recebemos incontáveis benefícios: a proteção dos solos, rios, nascentes; a preservação da vida silvestre; a manutenção da qualidade de vida, e muito mais.


Por tudo isso, é da maior importância a conscientização e a contribuição de cada um de nós, plantando uma árvore e cuidando para que se desenvolva.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Guardas mirins participam de projeto no Parque da Taquara

Samuel Maia posa para foto com guardas mirins no Parque da Taquara

Crianças e adolescentes da Guarda Florestal Mirim receberam hoje noções de meio ambiente e interação com a natureza, na palestra de abertura do projeto “Girassóis da Primavera”, realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento em parceria com a empresa de corantes têxteis Clariant no Parque Municipal Natural da Taquara. Os guardas mirins também receberam informações sobre geografia, clima, geologia, ciclo da água, entre outros temas.

O secretário Samuel Maia esteve presente ao evento e disse que os guardas mirins devem ajudar a preservar o meio ambiente com ações que eles aprenderam no evento de hoje.

Samuel Maia fala durante palestra

A palestra foi ministrada pelo engenheiro industrial da Clariant José Avelar. “É bom fazer uma parceria com a Secretaria quando o secretário é atuante”, destacou em sua fala ao lado de Samuel Maia.

O projeto Girassóis da Primavera prevê uma visita às instalações industriais da empresa na próxima semana, quando os guardas mirins terão a oportunidade de ver o processo e separação, reciclagem, tratamento e reúso de resíduos sólidos e líquidos e plantarão sementes de girassóis.

Texto e fotos: Willy Rangel

Plenária discute vigilância ambiental em Duque de Caxias

“A saúde ambiental na cidade, no campo e na floresta: construindo cidadania, qualidade de vida e territórios sustentáveis” é o tema principal da Plenária de Vigilância Ambiental que será realizada no sábado, 19 de setembro, na Unigranrio, em Duque de Caxias. Das 9h às 17h, representantes das secretarias municipais de Saúde, Obras e Urbanismo e de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento estarão discutindo eixos temáticos e apresentando propostas que serão levadas à Conferência Regional da Baixada Fluminense, que será realizada nos dias 25 e 26 de setembro em Nova Iguaçu e aprovadas para a Conferência Estadual marcada para outubro, na Uerj.
Na plenária que será aberta pelos secretários de Saúde, Danilo Gomes, Obras e Urbanismo, Sandro Monteiro Soares, e de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, serão discutidos e captadas propostas para os eixos “Desenvolvimento e sustentabilidade socioambiental no campo, na cidade e na floresta”,“Trabalho, ambiente e saúde: desafios dos processos de produção e consumo nos territórios”, “Democracia, educação, saúde e meio ambiente: políticas para a construção de territórios sustentáveis” e “Desenvolvimento tecnológico, inovação e impactos sobre a saúde ambiental”. Da Vigilância Ambiental de Saúde do Estado, estará presente o especialista Carlos Américo.
Outras duas mesas debaterão os temas: “Vigilância ambiental em saúde” e “O debate em saúde ambiental”, com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Municipal de Saúde, Conselho de Desenvolvimento da Cidade e do Conselho de Defesa do Meio Ambiente.

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Reduc compensará emissão de gases poluentes em parceria com Secretaria de Meio Ambiente

O secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia se reuniu nesta quarta-feira com representantes da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) para criar uma parceria visando à compensação, pela Petrobras, das emissões de gases poluentes emitidos durante o processo de refino do petróleo.


Os representantes da refinaria se mostraram prontos para auxiliar a Secretaria e contaram a Samuel Maia que a Reduc tem investimentos de R$ 650 milhões apenas na redução de emissões de gases poluentes.


“A sugestão é começar com a avaliação de projetos de compensação”, declarou o gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Reduc, Cândido Luis.


O gerente de Comunicação da Reduc, Newton Costa, acrescentou dizendo que “a Petrobras começou uma aproximação sobre convênios com a Prefeitura de Duque de Caxias”. “Devemos ter contato com a sociedade e com o poder público”, disse.


Segundo Samuel Maia, parcerias como esta são proveitosas e ajudam o município. “Queremos estabelecer um novo marco de diálogo com a Reduc”, afirmou aos representantes da refinaria. O secretário também destacou as várias ações tanto no meio ambiente quanto na agricultura, ressaltando a transparência em todas elas. “Essa é a forma que estamos trabalhando. Acho que nossa relação deve ser assim também”, disse ao se referir à Reduc.


Samuel Maia se encontrou com representantes da Reduc nesta quarta-feira

Texto e foto: Willy Rangel

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Saiu no jornal

Confira matéria publicada hoje pelo jornal "O Dia" citando a operação Tolerância Zero da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias.

Torneio ilegal com aves
Polícia apreende 200 animais silvestres no Rio. Parte deles participava de “rinha” de canto

Cerca de 200 aves silvestres foram apreendidas ontem pela Polícia em vários pontos do estado. Em Vargem Grande, na zona oeste do Rio, pelo menos 30 pessoas foram detidas por policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) quando participavam de um torneio irregular de canto de curiós e trinca-ferros.

Cerca de 30 aves, algumas avaliadas em até R$ 15 mil, foram apreendidas no local. Os detidos foram levados para a DPMA, em São Cristóvão, de onde foram liberados após prestarem depoimentos e assinarem termo de compromisso. Segundo policiais, se ficar comprovado que as aves não estavam registradas no Ibama, todos os criadores serão indiciados pela Lei de Crimes Ambientais.


Aves serão entregues ao Ibama. Nos casos em que não houver registro, donos serão indiciados por crime ambiental
Além de curiós e trinca-ferros, também havia coleiros participando do torneio, que era realizado em centro comunitário, supostamente com apostas em dinheiro. A presidente da entidade disse aos policiais que alugou as dependências aos organizadores do evento. Segundo investigações da DPMA, o torneio era realizado sempre aos domingos, há mais de quatro meses.

Venda em feiras livres

Em São Gonçalo e Duque de Caxias, 12 pessoas foram detidas por policiais do Batalhão Florestal da Polícia Militar (PM), vendendo aves silvestres em feiras livres. Em torno de 130 pássaros foram apreendidos nos dois municípios.

A maior apreensão foi em Caxias – aproximadamente 100 aves. Oito pessoas que vendiam os animais em feira no centro da cidade foram levadas para a 62ª DP (Imbariê). Em São Gonçalo, a apreensão foi em Alcântara. Foram recolhidos 27 pássaros e detidas quatro pessoas. Elas foram levadas à 74ª DP (Alcântara).

Aves apreendidas nas três operações serão entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, em Seropédica. Segundo policiais da DPMA, os bichos com registro (anilha) no órgão serão devolvidos aos donos. Já os irregulares serão apreendidos.

O tráfico de animais selvagens, de acordo com o Ibama, é uma das maiores atividades criminosas do mundo, superada apenas pelos tráficos de drogas e armas. O Brasil é um dos maiores fornecedores de animais selvagens para outras partes do mundo, e o Rio de Janeiro é a principal porta de saída.

Texto: Ricardo Villa Verde/O Dia
Foto: Uanderson Fernandes/O Dia

Alunos de Medicina Veterinária fazem mutirão de vacinação em assentamento sem terra


Secretário Samuel Maia é recebido pelos trabalhadores rurais do assentamento Terra Prometida
Alunos do curso de graduação em Medicina Veterinária da Universidade do Grande Rio (Unigranrio) participaram nesta sexta-feira de um mutirão de vacinação contra raiva de equinos e bovinos na localidade de Piranema, no bairro Amapá, onde fica o assentamento Terra Prometida, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ao todo, foram vacinados 76 animais em três lotes diferentes, sendo 19 equinos e 57 bovinos. A iniciativa de levar os estudantes à zona rural do Município foi apoiada pela Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento.

Alunos caminham até local de vacinação

Professor mostra a alunos como vacinar o animal corretamente


Alunos recebem instruções do professor

Os universitários foram bem recebidos pelos agricultores. Segundo o coordenador do assentamento, Vanderlei Francisco Ramos, conhecido como Cruz, ações como essa ajudam a desenvolver a comunidade. “Mas o mais importante é que eles não tivessem vindo aqui, nós é que teríamos que arcar com as vacinas”, diz. Cruz conta que espera que a parceria entre o assentamento, a Unigranrio e a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento continue por bastante tempo.

Ao receber os estudantes no assentamento, o secretário Samuel Maia disse que “o que puder ser feito para ajudar o homem do campo, seja através do Poder Público ou de atividades coletivas será bem-vindo”. “O nosso homem do campo precisa desses profissionais, já que toda a nossa alimentação vem da agricultura”, acrescentou.

Esta não é a primeira ação da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento no assentamento. Desde julho, um trator da Prefeitura trabalha arando a terra dos lotes dos assentados e preparando o solo para o plantio, ação que tem beneficiado as 49 famílias da Terra Prometida.
Terra arada com trator da Prefeitura
Terra gradeada pronta para o plantio
Texto e fotos: Willy Rangel

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Governos federal, estadual e municipal unidos contra crimes ambientais em Duque de Caxias

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Duque de Caxias e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) estão unidos para punir com mais rigor os responsáveis por crimes ambientais no município. Nesta quarta-feira, no Ciclo de Palestras “A Política Nacional do Meio Ambiente e a Gestão Ambiental Municipal”, no Teatro Raul Cortez, foi fortalecida a parceria entre os órgãos.
O trabalho em conjunto já puniu desmatadores, invasores de terras em áreas de preservação ambiental e vendedores de aves e animais em extinção. Ficou acertado para o dia 28 de setembro, às 10h, no gabinete do prefeito José Camilo Zito (PSDB) um encontro com todos os órgãos envolvidos nas ações. Cada um vai apresentar um balanço do que foi feito ao longo do ano.

Do ciclo de palestras participaram o superintendente do Ibama no estado do Rio de Janeiro, Adilson Gil, a titular da DPMA, delegada Juliana Amorim, o secretário Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento do município, Samuel Maia, secretários de Meio Ambiente da Região Metropolitana, técnicos e analistas ambientais do Ibama.


Adilson Gil disse que o meio ambiente precisa de ações rápidas e efetivas

Os técnicos do órgão federal falaram sobre o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), atuação local e licenciamento ambiental. Também destacaram as unidades de conservação, a restauração da Mata Atlântica e a gestão de animais silvestres, além de educação ambiental. As palestras foram ministradas por técnicos do Ibama.

A delegada Juliana Amorim disse que as operações contra crimes ambientais vão continuar em toda a Baixada Fluminense e que a colaboração do município é fundamental para as ações de repressão ao tráfico de animais em extinção e outros crimes ambientais que ocorrem na região. Ela declarou que este ano, a DPMA já fez mais de 30 registros de ocorrências e 350 apreensões de várias espécies e que a metade foi em Duque de Caxias.

Delegada Juliana Amorim disse que é importante a integração dos órgãos para a aplicação da lei penal

“Nosso trabalho abrange todo o estado, e é importante a integração dos órgãos para aplicação da lei penal. Essas ações são necessárias para que se amplie o conhecimento e possamos dar uma resposta à sociedade”, declarou a delegada Juliana Amorim.

Adilson Gil disse que o Ibama tem a obrigação de esclarecer todas as dúvidas e promover ações para coibir abusos e que o encontro realizado no Teatro Raul Cortez era importante. “Com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, realizamos o segundo encontro em Duque de Caxias, o primeiro foi em Barra Mansa, para esclarecer dúvidas e falar sobre nosso trabalho, ações e concessões de licenças ambientais”, disse o superintendente, avisando que o terceiro ciclo de palestras será realizado até o final do ano na Região dos Lagos.

Samuel Maia, Juliana Amorim, João Santana e Adilson Gil reafirmam a parceria

O secretário Samuel Maia falou da importância do encontro e disse que o município está de braços abertos para eventos que ajudem nas propostas do governo, como a de acabar com os abusos que foram cometidos durante anos. Lembrou que encontrou áreas com supressão de vegetação, aterros irregulares e licenças ambientais concedidas sem as devidas precauções e exigências.
“Estamos promovendo um choque de ordem na questão ambiental em Duque de Caxias, município que hoje tem presença de destaque no contexto nacional. Iniciamos o combate ao comércio ilegal de aves e animais. Hoje contamos com o apoio do Ibama e da delegada Juliana Amorim, que atende todos os nossos pedidos de ajuda. O fim desse comércio foi determinado pelo prefeito José Camilo Zito, através da portaria 1.314 deste ano”, disse Samuel Maia, que falou também de projetos para o próximo ano, como a coleta seletiva nos órgãos municipais e o de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, em parceria com a Secretaria de Educação.

As palestras foram proferidas pelos analistas ambientais do Ibama Roberto Huet, Leonardo Rocha, Luiz Fernando Moraes, Sultane Mussi, e pelo próprio superintendente Adilson Gil. Entre os presentes, o secretário de Meio Ambiente de Nova Iguaçu, Fernando Cid, o subsecretário de Meio Ambiente de Duque de Caxias, João Santana, representantes do Batalhão Florestal da Polícia Militar, da Guarda Florestal municipal, engenheiros e técnicos ambientais da região.



Fernando Cid, de Nova Iguaçu, fala na abertura do ciclo de palestras

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: George Fant/Assessoria de Comunicação PMDC

Ciclo de Palestras do Ibama em Duque de Caxias

Seguem abaixo os links para download dos slides apresentados nas palestras realizadas no Ciclo de Palestras do Ibama, no Teatro Raul Cortez.

Já aqui você pode baixar o material distribuído aos participantes do Ciclo de Palestras do Ibama.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Saiu no jornal

Imprensa cita esforços do secretário Samuel Maia em preservar o meio ambiente em Duque de Caxias.



A Secretaria de Meio Ambiente de Duque de Caxias envia ofício à pasta estadual sobre as situações da Reduc, do lixão de Gramacho e o pó-de-broca oriundo de indústrias locais. Grita do secretário Samuel Maia, que quer maior participação nas decisões contra a poluição.

Texto: Leandro Mazzini,
Informe JB, Jornal do Brasil, 08/09/2009

A Secretaria do Meio Ambiente de Caxias vai cobrar hoje da Reduc a diminuição dos gases poluentes.

Texto: Fernando Molica,
Informe do Dia, O Dia, 08/09/2009

E o caderno "Baixada" do jornal "O Globo" também menciona em nota a realização do ciclo de palestras do Ibama no Teatro Raul Cortez, no centro de Duque de Caxias, realizado com apoio da Secretaria de Meio Ambiente do município.



Técnicos do Ibama darão palestras sobre a política nacional do meio ambiente e a gestão ambiental de Duque de Caxias na quarta-feira, no Teatro Raul Cortez. O evento acontece das 9h às 17h e é aberto a todos os interessados. O teatro fica na Praça do Pacificador, s/nº, no centro do município.

O Globo, 05/09/2009

Morador de baixa renda vai aprender a economizar energia

Com apoio das Secretarias de Educação e de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Duque de Caxias, a Ampla Energia e Serviços leva à Praça do Rosário, em Saracuruna, o projeto “Consciência Ampla sobre Rodas”, que pretende, através de atividades, conscientizar a população de baixa renda sobre o consumo de energia elétrica. As atividades serão realizadas de 28 de setembro a 2 de outubro, e pretendem, também, conscientizar os moradores com relação à preservação da natureza, recursos hídricos e qualidade de vida.
Os alunos indicados pelas escolas da região farão curso de consumo consciente e terão a oportunidade de conhecer, através de uma maquete, o sistema elétrico brasileiro. Também participarão de dinâmica de grupo e atividades recreativas e culturais. Um concurso vai distribuir lâmpadas econômicas e geladeiras para residências e quatro escolas. Serão beneficiadas 120 moradias que receberão seis lâmpadas econômicas cada e quatro escolas que terão trocadas 20 lâmpadas. A Ampla vai entregar ainda quatro refrigeradores com selo do Procel.
Durante a semana serão realizados 16 cursos de consumo consciente para 12 alunos e um curso de agente comunitário para jovens de 18 a 25 anos. O projeto da Ampla tem por objetivo informar, conscientizar e multiplicar o conhecimento no processo de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, além de criar o hábito de consumo compatível com a renda familiar.
Um dos jovens indicados para o curso de agente comunitário, após avaliação, será escolhido para atuar na localidade durante seis meses recebendo ajuda de custo de R$ 200 por mês. Nesse período, irá acompanhar o consumo diário das 120 residências que foram eficientizadas (receberam lâmpadas econômicas), monitorando as que tiveram aumento de consumo.

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC

Saiu no jornal

Aqui você pode conferir matéria publicada neste domingo, 6 de setembro, no caderno "Baixada" do jornal "O Dia".

Esconderijo de Prestes em Caxias
Líder do Partido Comunista tinha visão geral de quem passava próximo à casa, que vai virar um centro cultural

Casa que servia para reuniões do Partido Comunista com Luís Carlos Prestes será comprada pela Prefeitura para virar centro de cultura


A partir da descoberta de que a casa de um sítio no Parque da Taquara serviu de refúgio para o líder comunista Luís Carlos Prestes nos anos 1960, a Secretaria de Meio Ambiente começou a idealizar a criação de um Centro de Memória da Classe Operária e do Movimento Sindical na Baixada Fluminense. A casa modesta, de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, está desocupada e fica a poucos metros da sede administrativa do parque.

A Prefeitura pretende comprar o imóvel e fazer uma reforma para que se torne referência da história da resistência dos trabalhadores no século XX. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Samuel Maia, Prestes se refugiou em dois locais de Duque de Caxias, na década de 1960, logo após o golpe de 1964. Um deles foi no bairro Olavo Bilac, na casa de um operário da Cedae, e o outro no sítio na Taquara, no meio da mata, junto à família de um membro do Partido Comunista.

A casa humilde está vazia e precisando de reforma geral


Reuniões do partido

Antônio Delgado, 47 anos, presidente da ONG Atlântica Protegida, mora na área da reserva do Parque da Taquara, próximo ao sítio e diz que ouviu a história de descendentes do morador que protegeu Prestes. “Contavam que ele ficava em área de privilegiada, de onde podia ver quem chegava e quem saía. Prestes dormia em uma casa na parte de cima do sítio e essa casa, que vai virar museu, era usada para as reuniões do partido”, conta.

O secretário Samuel Maia disse que está articulando com os professores e historiadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) para começar a desenvolver o projeto do Centro de Memória. “Vamos recordar todo o movimento de luta do trabalhador, desde o movimento sindical na década de 1920, com o surgimento do movimento comunista de Prestes, passando pelo movimento de 1964, até a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no final da década de 1970”, disse Maia.

Para isso, o município vai iniciar campanha de levantamento de acervo junto a sindicatos de classe e partidos de esquerda para criar um acervo do movimento operário na Baixada, através de fotografias, documentos, imagens e sons. “Queremos formar um grande acervo para contar bem a história”, diz Maia.

Símbolo

Luís Carlos Prestes é considerado um dos maiores símbolos da Revolução Socialista no país. Em 1924, comandou um grupo de 1.500 rebeldes da Coluna Miguel Costa-Prestes, no Rio Grande do Sul. Foi militar, senador, cassado, exilado e anistiado. Morreu em 1990, aos 92 anos. Antônio Delgado acredita que muitos documentos do movimento socialista passaram pela casa da Taquara. Nos cômodos, com parte sem telhado, recortes de jornais antigos ainda podem ser encontrados.
Texto: Helvio Lessa/jornal O Dia
Fotos: Alexandre Vieira/jornal O Dia

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

03 de Setembro - Dia do Biólogo


Ser biólogo é uma profissão muito importante, pois é o estudioso dos seres vivos, sua anatomia, seus tecidos, suas células, seu funcionamento, as doenças que acometem os seres vivos, sua relação com o meio ambiente, dentre outras áreas.

A regulamentação da profissão se deu em 1979, através da Lei 6.684, implementada no dia 3 de setembro, motivo pelo qual a data foi escolhida para homenagear esse profissional.

Registros mostram que a primeira classificação dos animais foi feita pelo grego Aristóteles, onde o mesmo conseguiu catalogar cerca de quinhentas espécies.

Sobre a anatomia humana, em 1316, foi lançado o primeiro livro, através de estudos do professor Mondino de Luzzi, professor da escola italiana de medicina, em Bolonha.

Um dos fatos mais importantes e consideráveis foi a Teoria da Evolução, criada por Charles Darwin, comprovando que o organismo de animais e plantas passa constantemente por alterações.

Porém, o maior destaque da biologia foi feito em 1944, através da descoberta do DNA (ácido desoxirribonucleico), pelo bacteriologista norte-americano Oswald Theodore Avery, através da identificação do código genético que cada ser vivo possui, determinando suas características, sua herança genética.

As áreas de atuação de um profissional formado em biologia são muitas, desde professor de ciências, a partir do 5º ano, ensino médio e universidades, fazer estudos das plantas (botânico); fazer estudos dos animais (zoólogo); estudar os seres marinhos, ecologia e meio ambiente, ou ainda fazer estudos de seres microscópicos, através da microbiologia. Também trabalham com a aplicação das técnicas de controle de pragas e, principalmente, pela preservação do meio ambiente, além de realizar exames e verificar doenças genéticas.

A ética desse profissional deve estar baseada, antes de tudo, no princípio da vida, bem com na preservação das espécies, do meio ambiente, na cultura de sustentabilidade que tanto se fala hoje em dia.

Ibama discute política de meio ambiente em Duque de Caxias*


Ciclo de Palestras será promovido pelo Ibama em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promove no próximo dia 9 de setembro, no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, o segundo ciclo de palestras “A Política Nacional do Meio Ambiente e a Gestão Ambiental Municipal”.
Das 9h às 17h, técnicos do Ibama falarão para secretários municipais de Meio Ambiente do Estado do Rio e representantes de órgãos não governamentais com atuação em projetos ambientais junto aos municípios. O encontro será aberto pelo superintendente do Ibama, Adilson Gil, e pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Samuel Maia.

Samuel Maia abrirá Ciclo de Palestras do Ibama no Teatro Raul Cortez


O encontro vai discutir o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA (atuação local e licenciamento ambiental) –, qualidade ambiental (controle de poluição e destinação de resíduos), unidades de conservação, restauração da Mata Atlântica e gestão de animais silvestres, além de educação ambiental. As palestras serão ministradas por técnicos do Ibama. O Teatro Raul Cortez fica na Praça do Pacificador, no Centro.
Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Foto: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC
* Matéria também publicada pelo "Jornal de Hoje" e "Jornal Hora H"

Prefeitura cria programa de acessibilidade para portadores de necessidades especiais

O prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, acaba de criar a Comissão Inter-setorial Executiva que vai cuidar do projeto de acessibilidade a portadores de necessidades especiais. Fazem parte do grupo as secretarias de Assistência Social, Obras e Urbanismo, Transportes e Serviços Públicos e de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, que têm prazo de seis meses para apresentar programa e projetos.


Os projetos serão incluídos no Plano Plurianual dos próximos quatro anos e fazem parte do programa de governo do prefeito Zito, apresentado na última eleição. O secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, disse que o prefeito, ao criar o programa, constrói políticas públicas para acessibilidade de pessoas especiais em todos os programas e projetos desenvolvidos pelo governo municipal.


O primeiro passo já foi dado: no marco construído na entrada da cidade na Rodovia Washington Luiz, obra do arquiteto Oscar Niemeyer, foi instalado um piso especial para deficientes visuais. A professora Solange Maia, esposa do secretário Samuel Maia e que conhece escrita em braille e não enxerga, esteve no local e aprovou a mudança.



O marco da cidade ganhou piso especial e jardim

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Foto: George Fant/Assessoria de Comunicação PMDC

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Posto fechado por venda irregular de GNV em Caxias

Técnicos da Prefeitura de Duque de Caxias interditaram nesta terça-feira a bomba de gás natural veicular (GNV) do posto de combustível localizado no número 5.920 da Rodovia Washington Luiz, ao lado do restaurante Três Marias. A empresa, que tem bandeira da Petrobras e também comercializa gasolina e óleo diesel, não possuía autorização para vender GNV.

Segundo o coordenador de fiscalização da Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Públicos, Francisco Alves Fonseca Neto, foram interditadas apenas as bombas de GNV, os outros tipos de combustível podem continuar sendo vendidos pelo posto, que tem 15 dias para apresentar a documentação para a regularização da situação. “Enquanto isso, o posto está impedido de comercializar o GNV”, afirmou Francisco.

Posto fechado pela Prefeitura porque vendia GNV sem autorização
A operação faz parte da campanha da Prefeitura pela regularização das empresas e o comércio de produtos na cidade de Duque de Caxias. Além dos agentes da Secretaria de Transportes e Serviços Públicos, participaram da ação homens das secretarias de Obras, Meio Ambiente e Fazenda, com o apoio da Guarda Municipal.
Texto: Nelson Soares/Assessoria de Comunicação PMDC
Foto: Edmilson Muniz/Assessoria de Comunicação PMDC

Prefeito Zito cumpre programa de governo e publica decretos que garantem desenvolvimento sustentável

O prefeito José Camilo Zito publicou recentemente um decreto e uma portaria que cumprem metas de seu programa de governo na área de meio ambiente e que garantem o desenvolvimento sustentável do município de Duque de Caxias.

O Decreto 5.623/09, que você pode ler na íntegra aqui, define que todos os órgãos da administração direta e indireta da Prefeitura devem fazer coleta seletiva do lixo produzido por essas entidades.
Releia agora matéria publicada em junho na página da Prefeitura na internet e que fala sobre esse decreto.

A partir de 2010, todos os órgãos da administração direta e indireta da Prefeitura de Duque de Caxias farão a coleta seletiva. O lixo recolhido será entregue a cooperativas e associações de catadores que serão criadas. O programa, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, vai ter uma comissão com a participação das Secretarias de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Educação, Saúde e da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais de Duque de Caxias (Fundec), que ajudarão na formação de comissões de gestão de resíduos sólidos em todos os órgãos públicos.

No decreto 5.623, de 19 de junho, o prefeito José Camilo Zito (PSDB) incentiva a criação de cooperativas de catadores e ajuda as comunidades a se organizarem para terem renda permanente. O programa, batizado de “Lixo Zero” pelo secretário de Meio Ambiente, Samuel Maia, pretende criar a cultura de coleta seletiva no município.

“As cooperativas e associações de catadores vão vender para as empresas de reciclagem instaladas em Duque de Caxias, que pagarão o preço de mercado", destacou Samuel Maia. Ele disse, ainda, que no mês de julho começa a se reunir com as secretarias para definir as estratégias para formação dos comitês gestores.

Samuel Maia esclareceu que serão escolhidas cooperativas e haverá um rodízio entre elas a cada seis meses. "Com isso, vamos evitar o monopólio", frisou. Elas vão comprar todo material reciclável recolhido nos bairros pelas associações, que serão responsáveis pelo cadastramento dos catadores, aproveitando os moradores que já fazem esse serviço em seus bairros.

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC

Já a Portaria 3.014/09, cuja íntegra está disponível aqui, dá as diretrizes de como a administração municipal deve se articular para combater a comercialização de animais silvestres e dos produtos piratas.

Em julho, o prefeito Zito também publicou o Decreto 5.636/09, que cria o "Programa de Acessibilidade para Todos" no município.

Texto: Willy Rangel

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Saiu no jornal

Confira matéria publicada neste domingo, 30 de agosto, no caderno "Baixada" do jornal "O Dia".

Para criar polo de alimentação
Programa de incentivo à agricultura pretende gerar empregos e renda em oito municípios e beneficiar 2,5 mil famílias

O setor rural da Baixada Fluminense está ganhando novo gás. Oito municípios, em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), lançaram o Movimento Agrícola na Baixada para implementar uma política regional no setor. O objetivo é transformar a região em pólo produtor de alimentos, gerando emprego e renda. Participam os municípios de Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica, Duque de Caxias, Belford Roxo, Mesquita e Paracambi.

Segundo representantes dos municípios, cerca de 2,5 mil famílias sobrevivem de atividades rurais, com renda média de até dois salários. O secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Nova Iguaçu, Fernando Cid, acredita que o total pode se multiplicar, desde que os municípios se unam e definam metas e prioridades para obter linhas de financiamentos. “A agricultura permitirá a criação de empregos e geração de riqueza”, garante Cid.

As culturas são bem diversificadas na região, com plantações de legumes, frutas e hortaliças. O cultivo de aipim é o que mais sobressai, principalmente nas regiões de Japeri e Nova Iguaçu, onde inclusive foi criada uma festa para comemorar a safra em julho.

Produção para Ceasa

Em Japeri, aproximadamente 600 famílias vivem do campo. Entre eles, Silvio Florentino de Castro, 55 anos, que tem como carro-chefe a produção de aipim, coco e quiabo.

Família de Silvio é uma das 600 de Japeri que vivem da produção no campo com cultivo de coco, aipim e quiabo
Foto: Paulo Araújo/O Dia

Em Nova Iguaçu, as culturas são o aipim, a banana e o quiabo. Parte da produção vai para a Ceasa e parte é comercializada de porta em porta e feiras das cidades. Segundo dados fornecidos pela Emater, tendo como base números de 2008, o valor declarado de produção foi de R$ 7.322.806 divididos pelos setores de legumes e verduras (58%), fruticultura (18%) e pecuária (23%), gerando quatro mil empregos diretos, entre uma população rural de 25 mil habitantes.

Com uma área de 150 metros quadrados com potencial para agricultura, Duque de Caxias também desponta no setor rural. O território fértil do município está situado nos 3º e 4º distritos, principalmente em Xerém e no bairro do Amapá. Segundo o secretário de Agricultura, Samuel Maia, as culturas mais comuns na região são as de aipim, banana, coco, goiaba e manga. O gado leiteiro da região produz 300 litros por dia.

Produção de tilápia para supermercado

Existem hoje em Duque de Caxias cerca de 300 agricultores, com renda per capita de aproximadamente dois salários mínimos. A piscicultura é o maior seguimento, com produtores de tilápias para grandes supermercados, explica Samuel.

Mesquita tem cerca de 188 mil habitantes, ocupando uma área de 41,6 metros quadrados, sendo 10,48% cultiváveis. Pesquisa recente da Prefeitura identificou 123 famílias de agricultores na Área de Proteção Ambiental de Mesquita. Eles cultivavam frutas e hortaliças, especialmente manga, banana, caqui e mandioca.

Segundo a Prefeitura, os produtores têm renda mensal média de até 1,5 salário mínimo. O valor está abaixo da renda per capita do município, que é de dois salários mínimos em média.

Fonte: jornal "O Dia Baixada", de 30/08/2009