terça-feira, 9 de março de 2010

O impacto do isopor no meio ambiente

O isopor é um produto sintético proveniente do petróleo e deriva da natureza, tal como o vidro, a cerâmica e os metais


O isopor é um produto sintético proveniente do petróleo e deriva da natureza, tal como o vidro, a cerâmica e os metais.Na natureza o isopor leva 150 anos para ser degradado, conforme estimativas.
Na natureza, pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos, como o plástico, e ingeridas por cetáceos e peixes, afetando-lhes o sistema digestivo.
Quimicamente, o isopor consiste de dois elementos, o carbono e o hidrogênio. O isopor não contem qualquer produto tóxico ou perigoso para o ambiente e camada de ozônio (está isento de CFCs). O gás contido nas células é o ar.
Por se tratar de um plástico e de ser muito leve, o processo de fabricação consome pouca energia e provoca pouquíssimos resíduos sólidos ou líquidos. O gás expansor incorporado na matéria prima (o poliestireno expansível) é o pentano.
O isopor pode ser considerado um produto ecológico, já que não contamina o solo, a água e o ar e é 100% reciclável e reaproveitável.
A utilização do isopor como isolamento térmico permite poupar energia que, durante a vida útil do edifício, pode chegar a ser centenas de vezes superior à energia consumida durante o seu fabricação. Esta economia de energia significa que, para além preservar os recursos energéticos, o uso de isopor reduz a emissão dos gases poluentes e dos gases que contribuem para o efeito estufa na atmosfera.
Fonte: Ambiente Brasil

segunda-feira, 8 de março de 2010

Reciclagem

Um terço do lixo doméstico brasileiro é composto de embalagens que poderiam ser recicladas



1 Poucos sabem, mas reciclar pneus é lei no Brasil. No país, já existem muitas empresas recicladoras credenciadas para recolher pneus velhos. Com a borracha deles são produzidos asfalto, isolantes acústicos, enchimento para bancos de carro e pisos sintéticos. Até o aço encontrado em seu interior é reaproveitado.
2 Se o produto que você comprou tem o símbolo acima na embalagem, ela é reciclável. Cabe a você encontrar uma forma de encaminhar essa embalagem para a reciclagem.
3 Fraldas descartáveis são produzidas com plásticos, géis, além de inúmeros outros produtos industrializados, e levam mais de 300 anos para se decompor no meio ambiente. Antes de aprender a usar o banheiro, uma criança utiliza milhares delas. Não é à toa que as fraldas descartáveis são o terceiro produto mais encontrado no lixo. O melhor é, ao menos, buscar moderação no consumo delas utilizando fraldas de pano quando o bebê estiver em casa.

4 Na hora de jogar o lixo no lixo, amassar todas as embalagens recicláveis facilita o trabalho dos catadores e reciclados. Retirar o excesso de resíduos também ajuda bastante.

Fonte: Manual de Etiqueta 2.0/Planeta Sustentável/Editora Abril

quinta-feira, 4 de março de 2010

Consumo

Consumidor consciente é o que equilibra a sua satisfação pessoal com a sustentabilidade do planeta, ou seja, não compra mais do que precisa

1 Saquinhos de chá podem ser substituídos pelo chá coado na peneira. Menos lixo vai para o lixo se os restos da erva, e até o pó de café usado, forem despejados na terra de suas plantinhas como fertilizante caseiro.
2 Andar com uma garrafa descartável de água tornou-se um hábito saudável. Mas faz bem ao meio ambiente também quando a garrafinha é durável e volta para casa junto com a gente.


3 É inestimável o poder do consumidor. Entrar em contato com a empresa que fabricou algo que você consumiu e não agradou faz com que ela repense métodos de produção mais eficientes e sustentáveis.

4 Passar ao menos um dia por semana sem entrar em uma loja é um bom começo de aprendizado para abolir o vício das compras compulsivas. Se entrar, ao menos recuse as sacolas plásticas.

5 Adquirindo produtos de boa qualidade, duráveis e úteis, ajudamos a diminuir a quantidade de quinquilharias que viram sucata em pouco tempo.

Fonte: Manual de Etiqueta 2.0/Planeta Sustentável/Editora Abril

quarta-feira, 3 de março de 2010

Guardas apreendem motosserra e levam infrator para delegacia

Samuel Maia (camisa rosa) com parte do efetivo da Guarda Florestal

Uma denúncia anônima levou agentes da Guarda Florestal de Duque de Caxias a aprenderem no sábado, 27 de fevereiro, no bairro Parque Eqüitativa, uma motosserra que estava sendo usada para derrubada de árvores. O dono do equipamento, sem registro no Ibama, foi levado para a 62ª DP (Imbariê) e autuado na Lei Federal 9.605/98 por crime ambiental.
A apreensão foi feita na Rua 23 de Outubro, esquina com Rua Pasteur, no bairro Parque Eqüitativa, no entorno da Reserva Biológica municipal. No depoimento, o dono da motosserra, Antônio César de Sales, disse que quando foi surpreendido pela Guarda Florestal já havia cortado duas árvores frutíferas. Segundo Sales, ele não sabia da necessidade de autorização.
O secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, falou que no dia anterior o proprietário do imóvel havia sido notificado pelo corte de árvore. A motosserra foi acautelada pelo órgão fiscalizador até a conclusão do inquérito policial. Samuel Maia disse que nos finais de semana e feriados, a população pode denunciar crimes ambientais pelo telefone 9191-9595.

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Foto: George Fant/Assessoria de Comunicação PMDC

terça-feira, 2 de março de 2010

Resíduos de equipamentos eletrônicos

Entre os resíduos sólidos urbanos produzidos há um tipo específico, que merece nossa atenção, os resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos ao fim de seu ciclo de vida , também denominados resíduos tecnológicos
O que seriam os equipamentos elétricos e eletrônicos? TVs, rádios, telefones celulares, eletrodomésticos portáteis, todos os equipamentos de microinformática, vídeos, filmadoras, ferramentas elétricas, DVDs, lâmpadas fluorescentes, brinquedos eletrônicos e milhares de outros produtos concebidos para facilitar a vida moderna e que atualmente são praticamente descartáveis, uma vez que ficam tecnologicamente ultrapassados em prazos de tempo cada vez mais curtos ou então devido à inviabilidade econômica de conserto, em comparação com aparelhos novos.
Aos produtores interessa vender cada vez mais, seja através do atrativo de novas funções ou design moderno, seja através da flagrante redução do ciclo de vida desses produtos.
O conserto dos mesmos também é dificultado através da não disponibilização, pela indústria, de peças de reposição ou então quando são disponibilizadas, seu custo é incompatível com a viabilidade econômica do reparo.
Um artigo publicado em 2004 pelo site da BBC Brasil, traz informações sobre uma pesquisa realizada por um grupo ligado às Nações Unidas e que defende o aumento dos esforços para evitar os danos ambientais causados por computadores e seus acessórios: "Para a fabricação de cada microcomputador, são necessários dez vezes o seu peso em produtos químicos e combustíveis fósseis", afirma o estudo.

Curta vida útil dos equipamentos de informática resulta em montanhas de resíduos

Seguem abaixo informações sobre algumas das substâncias que podem ser encontradas nos equipamentos eletroeletrônicos e seus prejuízos à saúde.

Chumbo
utilizado em: soldagem de placas de circuitos impressos, vidro dos tubos de raios catódicos, solda e vidro das lâmpadas elétricas e fluorescentes
prejuízos causados: danos ao sistema nervoso central periférico dos seres humanos. Foram também observados efeitos no sistema endócrino. Além disso, o chumbo pode ter efeitos negativos no sistema circulatório e nos rins
Mercúrio
utilizado em: termostatos, sensores e interruptores (exemplo: placas de circuitos impressos e em equipamentos de medição e lâmpadas de descarga), equipamentos médicos, transmissão de dados, telecomunicações e telefones celulares. Estima-se que 22% do mercúrio consumido anualmente sejam utilizados em equipamentos elétricos e eletrônicos
prejuízos causados: o mercúrio inorgânico disperso na água é transformado em metilmercúrio nos sedimentos depositados no fundo. O metilmercúrio acumula-se facilmente nos organismos vivos e entre na cadeia alimentar através dos peixes. O metilmercúrio provoca efeitos crônicos e causa danos ao cérebro
Cádmio
utilizado em: em placas de circuitos impressos, o cádmio está presente em determinados componentes, como chips, semicondutores e detectores de infravermelhos. Além disso, o cádmio tem sido utilizado como estabilizador em PVC
prejuízos causados: os compostos de cádmio são classificados como tóxicos e com risco de efeitos irreversíveis à saúde humana. O cádmio e seus compostos acumulam-se no corpo humano, especialmente nos rins, podendo vir a deteriorá-los com o tempo. O cádmio é absorvido por meio da respiração, mas também pode ser ingerido nos alimentos. Em caso de exposição prolongada, o cloreto de cádmio pode causar câncer e apresenta um risco de efeitos cumulativos no ambiente devido a sua toxicidade aguda e crônica



Fonte: Angela Cassia Rodrigues, especialista em meio ambiente e sociedade pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP); texto adaptado; dados sobre metais pesados extraídos do Relatório de Estudos de apresentação das propostas das Diretivas 2002/96/CE e 2002/95/CE pela Comissão das Comunidades Européias em 13/06/2000 ao Parlamento Europeu

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cidadania

Ser um cidadão é participar das decisões da sociedade em benefício de uma cidade melhor e de um país mais justo para todos

1 Temos o direito e o dever de denunciar abusos contra o meio ambiente, como despejo de lixo nos rios, desmatamentos e maus-tratos aos animais. Cobrar atitudes dos políticos também faz parte de nossa cidadania.


2 Levar seu filho à escola em caminhadas é saudável. Faz com que ele se habitue a andar a pé e preste mais atenção ao lugar em que vive. Se não for possível, dê carona aos coleguinhas dele.

3 Calçada ecológica é aquela onde o cimento não predomina, já que ela é pavimentada com grama, com espaço para flores e até uma árvore. A vantagem é que ela deixa o visual da rua mais agradável, ajuda a absorver a água das chuvas e contribui para a melhoria da qualidade de vida da cidade.

4 Deixar o carro na garagem pode ser mais confortável do que se imagina. Utilizando o transporte coletivo fora dos horários de pico fica fácil encontrar um lugar para se sentar e ler o jornal ou saborear um bom livro.


Fonte: Manual de Etiqueta 2.0/Planeta Sustentável/Editora Abril

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Saiu no jornal

Confira matéria publicada no “Segundo Caderno” do jornal “O Globo” em 14 de fevereiro de 2010.
‘Lixo extraordinário’ de Vik Muniz em Berlim
Filme mostra projeto do artista no Jardim Gramacho
De longe, qualquer imagem pode parecer incrivelmente bonita. Mas e de perto? O artista plático brasileiro Vik Muniz, conhecido por utilizar materiais pouco usuais em suas obras, inclusive lixo, resolveu deixar o conforto do estúdio para se aproximar do cotidiano de catadores de lixo num aterro sanitário do Rio de Janeiro. A expeiência deu origem ao ocumentário “Lixo extraordinário”, dirigido pela inglesa Lucy Walker e codirigido pelos brasileiros João Jardim (“Janela da alma”) e Karen Harley (montadora de “Baixio das bestas” e “Cinema, aspirinas e urubus”, entre outros). O filme estreou no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, em janeiro, conquistando o prêmio World Cinema Audience, dado pelo público. Agora, o documentário chega à Europa, com sua inclusão na mostra Panorama do Festival de Berlim, onde foi exibido no último dia 14.
Vik Muniz: artista retratou os catadores do aterro sanitário em Jardim Gramacho
Catadores ficaram com lucro das fotos

O projeto de “Lixo extraordinário” começou pelo interesse de Lucy e dos produtores Angus Aynsley e Peter Martin no projeto de Vik. A diretora, porém, explica que não queria fazer um documento “padrão”, mostrando linearmente cada faceta da obra do artista.
“Eu queria fazer um filme para cinema, com bons personagens, dramatização, tudo isso. O desafio era buscar um ponto de vista que fugisse do óbvio”, diz ela, que há três anos recebeu o prêmio e público no festival alemão pelo documentário “Blindsight”, sobvre adolescentes tibetanos cegos que escalaram o Monte Everest.
Foi pela conversa com os produtores do filme que nasceu a ideia da série de retratos “Pictures of garbage”, de autoria de Vik. Ela viajou para o Rio e visitou o Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina em volume de lixo, acompanhado por uma equipe de cinema. O projeto consistiu em fotografar os catadores em seu ambiente para, depois, reproduzir as imagens em estúdio, usando material recolhido do lixo. A série foi leiloada, e o dinheiro, mais de R$ 250 mil, doado aos catadores.
Numa das cenas mais tocantes do documentário, Tião Santos, presidente da Associação de Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, diz para Vik que ainda vai progredir a ponto de comprar o quando com seu retrato de volta.
“Não sei dizer se o filme me transformou de alguma forma. Acho difícil afirmar que filmes transformam cineastas. Mas a coragem e a dignidade daquelas pessoas são uma inspiração para mim”, afirma Lucy. “O próprio Vik dizia que ele poderia estar na situação deles, por causa da infância difícil que viveu”, completa.
Mais do que um protagonista, Vik é uma espécie de apresentador de “Lixo extraordinário”. Ele vai conduzindo as conversas com os personagens com humor e afeto, enquanto prepara sua arte. “É horrível como algumas pessoas no Brasil realmente acreditam que são melhores do que as outras”, diz ele, numa cena do filme.
Para as filmagens no Brasil, foi firmada uma parceria com a produtora O2, o que levou Hank Levine a também assinar a produção, e Fernando Meirelles, a produção executiva do documentário. Lucy precisou se ausentar das filmagens ainda no início, e foi então que João Jardim e Karen Harley foram chamados para integrar a equipe. O corte final, porém, foi da cineasta inglesa.
“Quando olhamos para a vida deles, e, depois, para a nossa, aprendemos uma lição. O que mais me impressionou neste trabalho foi a força de vontade e a persistência que os catadores precisam ter para estar direto no sol e na chuva em Gramacho, no meio de toneladas de lixo. Eu me perguntava: que país é este, o nosso, que coloca no lixo esta gente tão forte e perseverante?" diz João Jardim.
“Lixo extraordinário” começa e termina num mesmo cenário, o “Programa do Jô”, da Rede Globo, o qual a revista americana “Variety” chamou de “talkshow egocêntrico” em sua crítica do filme, publicada há duas semanas, após a exibição em Sundance. Primeiro Vik Muniz e, depois, Tião Santos, são entrevistados. Tião definiu bem, e ao vivo, o que o trabalho de Vik provocou. “Posso fazer uma correção, Jô? A gente não é catador de lixo, é catador de material reciclável. Lixo é aquilo que não tem reaproveitamento. Material reciclável, sim”, diz ele.
Esse ganho de autoestima só tende a crescer caso uma das metas dos produtores de “Lixo extraordinário” seja alcançada: exibir o filme num telão armado em pleno Jardim Gramacho.

Texto: André Miranda/O Globo/Berlim
Foto: Mônica Imbuzeiro/30-11-2009

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Reserva Biológica do Tinguá


Debruçada sobre os municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Miguel Pereira e Petrópolis, a Reserva Biológica do Tinguá possui uma área de proteção Integral de 26 mil hectares de extensão. Esse importante bioma de Mata Atlântica foi estabelecido pelo Decreto Federal 97.780, de 23 de maio de 1989.
Seus mananciais abastecem parte do Rio de Janeiro e quase 80% da Baixada Fluminense. Apresenta uma fauna bastante diversificada, com 296 espécies de aves, o menor anfíbio do mundo, o sapo pulga (foto abaixo), com cerca de 1 cm de comprimento, grandes mamíferos, como a onça-parda e outras espécies ameaçadas de extinção.


Sua flora abriga jequitibás, sapucaias, guapuruvus, jatobás, e quaresmeiras são encontradas, bem como orquídeas em grande abundância. O conjunto é responsável também pelo volume de chuvas que irrigam as terras da Baixada Fluminense.

Fonte: PMDC