segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Saiu no jornal

Leia matéria publicada no caderno "Baixada" no jornal "O Dia" em 15/11/2009.
Paracambi vai ganhar Parque do Curió, mais arrecadação e turismo
Ave vai simbolizar o aumento de verbas nos cofres municipais através do ICMS verde no ano que vem. Área de 913,9 hectares atrás da Fábrica do Conhecimento será paga por empresa que deve compensação ambiental
Área do parque fica nos fundos da Fábrica do Conhecimento, em Paracambi. Previsão é que seja inaugurado até 2011
O curió de Paracambi, reconhecido nacionalmente como o canto mais bonito da espécie, vai ganhar um espaço personalizado. Semana passada, a Câmara de Compensação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro aprovou a compra da área de 913,9 hectares, onde será instalado o Parque Municipal Natural do Curió de Paracambi, criado em 2003. A pequena ave vai simbolizar o aumento da arrecadação da cidade com o ICMS verde, destinado a municípios com unidades de conservação, além de gerar mais renda e emprego com o turismo.
A área, avaliada em R$ 600 mil, é propriedade particular da Companhia São Pedro de Alcântara e fica nos fundos da antiga Fábrica Brasil Industrial, onde hoje funciona a Fábrica do Conhecimento, e deve ser aberta em 2011. O valor será pago por uma empresa que deve compensação ambiental ao estado e será doado à Prefeitura, para gerir e criar atrativos para visitação turística, além da preservação das espécies nativas.
O secretário de Meio Ambiente de Paracambi, José Luís Oliveira, informa que o próximo passo é aguardar a finalização do plano de manejo, que está sendo custeado por outra medida compensatória, para levantar o quantitativo de fauna e flora, o potencial turístico, e catalogar os atrativos naturais. “Temos previsão de arrecadar R$ 710 mil com o ICMS verde em 2010. Deste total, R$ 250 mil serão por conta da criação do Parque do Curió”, comenta o secretário.
A fama e o canto do curió de Paracambi é preservado por criadores legalizados na cidade. O passarinho é muito valioso, chega a custar o valor de um carro zero. “Alguns são negociados por mais de R$ 35 mil”, diz o secretário. Apesar de raro, o curió ainda se reproduz na natureza, onde ninhos com filhotes são preservados por ambientalistas amadores.
Parque terá área para esportes e banho de cachoeira
Projeto inicial prevê construção de trilha para cegos, ecomuseu e ciclovia. Estudo apontará como preservar espécies em extinção

A preservação ambiental vai caminhar lado a lado com a visitação de turistas. O Parque do Curió terá capacidade para receber até 3 mil visitantes por dia. O secretário de Meio Ambiente de Paracambi, José Luís Oliveira, informa que será aberto para o ecoturismo. A área possui atrativos naturais para a prática de esportes radicais, como rapel e tirolesa, caminhada por trilhas, arvorismo e banhos de cachoeira. O aumento de turistas vai gerar recursos e movimentar a economia da cidade, gerando aumento de emprego e arrecadação.
Segundo o diretor-presidente da ONG Onda Verde, Hélio Vanderlei, e autor do projeto do parque, em 2003, envolvendo as instalações eram bem ousadas. “A proposta era construir a sede, um ecomuseu, ciclovia e uma trilha sensorial para cegos, com animais feitos de argila e madeira pelo caminho com plaquinhas de identificação em Braille. Estavam previstos também restaurantes e lojas de artesanato”, conta Hélio Vanderlei, que era secretário de Meio Ambiente de Paracambi quando elaborou o projeto.
O secretário José Luís adiantou que todas as propostas iniciais serão avaliadas e definidas após a elaboração do plano de manejo. Segundo o secretário, os recursos para as obras de infra-estrutura vão ser pleiteados também como medidas compensatórias. “Existem várias empresas que devem compensação ambiental ao governo do estado. Esses valores poderão ser autorizados para a construção do parque”, justifica o secretário.
O Parque do Curió possui fauna diversificada típica da região da Mata Atlântica, que ocupa 40% da área de Paracambi. O plano de manejo, que está sendo elaborado pelo Instituto Terra, apontará quantas e quais das 52 espécies catalogadas na região existem no parque. Deste total, 15 são endêmicas – existem nesse ecossistema – e duas estão ameaçadas.
Hélio Vanderlei lembra que além do próprio curió, a jaguatirica também corre risco de desaparecer da região. “Faz parte de um corredor de floresta que vai de Tinguá até a Serra da Bocaina”, explica. O ex-secretário acredita, no entanto, que medidas compensatórias não serão suficientes para construir a sede e fazer a manutenção. “É preciso ter parceria com a iniciativa privada, como acontece com o Parque Nacional do Iguaçu. A administração não precisa ser necessariamente pública”, justifica.



Armadilhas são o principal perigo

O alçapão é o grande inimigo do curió de Paracambi. Os caçadores costumam entrar na mata levando outro curió para atrair. Segundo o secretário José Luís, eles são territorialistas, e se ouvem o canto de outro passarinho da espécie, buscam confronto para defender o território ocupado e caem no alçapão.
Predadores naturais, como as aves de rapina e cobras, também ameaçam os ninhos dos curiós. O ambientalista José Joseildo Pinto conta que assim que localiza um ninho, espalha alho amassado no pé da árvore para confundir o olfato das cobras.
“Os ninhos geralmente ficam nos galhos próximos do chão e são facilmente localizados pelas cobras, que sentem o cheiro do ovo ou do filhote. Com o alho espalhado no chão, esse cheiro não é percebido pela cobra, os filhotes têm uma chance a mais de sobreviver”, explica José Joseildo.
O ambientalista conta que os filhotes conseguem voar após 12 dias de nascidos. Por isso, a importância de manter os ninhos vigiados e protegidos, até que eles tenham condições de se defender. “Dos seis ninhos que localizei, consegui acompanhar o crescimento dos filhotes, e com certeza oito deles chegaram à idade adulta”, garante.
O coordenador de operações da Brigada Florestal, Silas Silva Neto, conta que a ação de caçadores está sendo coibida diariamente. A maior vítima, segundo ele, são os coleiros. “Apreendemos a ave sem anilha e documentos do Ibama e encaminhamos ao Centro de Triagem de Seropédica”, relata.

Texto: Helvio Lessa/O Dia
Foto: Divulgação

sábado, 28 de novembro de 2009

Sábado tem Festa da Tilápia em Caxias

Estimular a produção na área rural, incluir no cardápio da merenda escolar o consumo de peixes de água doce e incentivar o turismo da região são alguns dos objetivos dos organizadores da 1ª Festa da Tilápia de Duque de Caxias, realizada hoje na Associação dos Servidores do Inmetro (Rua Pastor Manoel Avelino), em Xerém. O evento, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento da cidade, tem parceria da Secretaria de Cultura e Turismo e da Emater-Rio.




A partir das 8h, com entrada franca, haverá feira de artesanato, exposição de peixes, palestras sobre criação de tilápia e outros peixes de água doce, atrações musicais – MPB e forró –, parque de diversão para crianças e praça de alimentação.
Para o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, o evento vai ser um sucesso. “Temos produtores que vendem peixes de água doce para supermercados e restaurantes e hotéis famosos da capital do estado. Nossa produção mensal ultrapassa 21 toneladas. Como a produção da tilápia tornou-se uma das principais atividades econômicas da região, vamos incentivar os produtores que queiram entrar nesse ramo”, disse Samuel Maia, que quer promover o setor agrícola baseado na produção familiar.
Além de atrair moradores da cidade, produtores rurais e turistas, a festa pretende mostrar o potencial da região e incentivar ainda mais a criação de peixes de água doce. “A lei federal 11.947 de 2009, sobre alimentação escolar, prevê o uso de no mínimo 30% do orçamento da merenda escolar na compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar. Além de legumes, frutas e hortaliças, o município poderá comprar parte da produção de peixes, beneficiando o produtor rural e aumentando a qualidade da merenda escolar”, ressaltou Samuel Maia, que pretende, junto com a secretaria de Cultura e Turismo, incluir a festa no calendário oficial de eventos do município.

Confira a programação:

  • 8h - Abertura oficial
  • 8h40 - Palestra
  • 9h30 - Palestra
  • 11h20 - Atividade cultural
  • 12h - Almoço dançante
  • 13h - Apresentação de músicos locais
  • 14h - Bingo
  • 15h - Atividade cultural
  • 18h - Show de forró

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Festa estimula produção de tilápia em Caxias


Estimular a produção na área rural, incluir no cardápio da merenda escolar o consumo de peixes de água doce e incentivar o turismo da região são alguns dos objetivos dos organizadores da 1ª Festa da Tilápia de Duque de Caxias, que será realizada neste sábado, 28 de novembro, na Associação dos Servidores do Inmetro (Rua Pastor Manoel Avelino), em Xerém. O evento, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, tem parceria da Secretaria de Cultura e Turismo e da Emater-Rio.
A partir das 8h, com entrada franca, haverá feira de artesanato, exposição de peixes, palestras sobre criação de tilápia e outros peixes de água doce, atrações musicais – MPB e forró -, parque de diversão para crianças e praça de alimentação. Quem quiser poderá saborear também churrasco de carne de boi na brasa. O evento não tem hora para terminar.
Para o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, o evento vai ser um sucesso. “Temos produtores que vendem peixes de água doce para supermercados e restaurantes e hotéis famosos da capital do estado. Nossa produção mensal ultrapassa 21 toneladas. Como a produção da tilápia tornou-se uma das principais atividades econômicas da região, vamos incentivar os produtores que queiram entrar nesse ramo”, disse Samuel Maia, que quer promover o setor agrícola baseado na produção familiar.
Além de atrair moradores da cidade, produtores rurais e turistas, o evento pretende mostrar o potencial da região e incentivar ainda mais a criação de peixes de água doce. “A Lei Federal 11.947, de 2009, sobre alimentação escolar, prevê o uso de no mínimo 30% do orçamento da merenda escolar na compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar. Além de legumes, frutas e hortaliças, o município poderá comprar parte da produção de peixes, beneficiando o produtor rural e aumentando a qualidade da merenda escolar”, ressaltou Samuel Maia, que pretende, junto com a Secretaria de Cultura e Turismo, incluir a festa no calendário oficial de eventos do município.
Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Arte: Joilson Oliveira

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mutirão da limpeza espera recolher 2 mil toneladas de lixo em Caxias


Um dia para se lembrar que o cuidado com o lixo deve acontecer o ano inteiro. Neste sábado, a Prefeitura de Duque de Caxias lança o Mutirão da Limpeza com o tema “Quem ama cuida”. A ação, que envolverá todas as secretarias do governo, espera recolher, nos quatro distritos, das 8h às 17h, 2 mil toneladas de lixo. Considerado um dos principais vilões de rios, canais, valões e bueiros - por entupir galerias e assorear leitos de rios , além de transmitir doenças -, o lixo é o foco do evento, que busca conscientizar a população quanto aos problemas que gera.
Um exército de 1.500 homens estará à frente dos trabalhos, que contará com o auxílio de 173 caminhões, além de retroescavadeiras, pás mecânicas, compactadores e tratores. Funcionários da Prefeitura distribuirão folhetos explicativos pedindo a colaboração da população, bem como o respeito aos dias da coleta de lixo domiciliar, que acontece três vezes por semana em todos os bairros da cidade.
A campanha, segundo o prefeito José Camilo Zito, é de extrema importância. Para ele, os hábitos devem ser mudados para que problemas possam ser evitados. “É comum ver moradores jogando lixo em terrenos baldios, praças e rios. Nossa meta é fazer com que esses procedimentos acabem, evitando transtornos com a proliferação de doenças e, principalmente, com as enchentes”, advertiu.
Responsável pela limpeza no primeiro distrito e parte do segundo, a Delta, empresa que presta serviço à Prefeitura, terá 490 pessoas no mutirão e 80 máquinas, entre caminhões compactadores e retroescavadeiras. Já a Locanty, detentora da concessão no terceiro e quarto distritos, levará 340 pessoas para a execução de varrição, caminhões, tratores e outros equipamentos. Com base em Jardim Primavera, a Secretaria Municipal de Obras levará 400 homens da administração direita e indireta para as ruas, além de caminhões e equipamentos para limpeza e recolhimento de lixo. Servidores de todas as pastas municipais participarão da ação no sábado, junto com o prefeito.

Texto: Antonio Pfister/Assessoria de Comunicação PMDC

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Aqüicultura no Rio de Janeiro


Piscicultura


Mundialmente, a piscicultura vem assumindo importância cada vez maior na produção de alimentos, com taxa de crescimento em torno de 10% ao ano. Infelizmente, a prática da criação de peixe, embora muito antiga, encontra-se na fase inicial em nosso Estado. Esse panorama poderá ser modificado, pois a carne de peixe, mesmo sendo um alimento de excepcional valor nutritivo, conforme as estatísticas demonstram (o consumo per capita no Brasil é de 6,4kg/ano, baixo em relação a média da Região Metropolitana do Rio de Janeiro que é de 16,4Kg/ano; fonte Fiperj/Infopesca) é muito baixo, se compararmos, com o Japão que está em torno de 71,9kg/ano.


A situação do setor agropecuário no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro exige soluções criativas, principalmente as que visam a melhoria do produtor rural e sua família. Nessa tarefa, os governos federal, estadual e municipal têm um importante papel a desempenhar, ou seja, promover o desenvolvimento autossustentável e equilibrado do ambiente e seus recursos hídricos.

É importante destacar que a pesca marinha não é uma fonte inesgotável de recursos, ao contrário da demanda por esses produtos. Devido ao crescimento da população e a mudanças nos hábitos alimentares, o preço do pescado, vem aumentando continuamente, afastando uma parcela significativa de consumidores, dessa excelente fonte de proteína animal. Essa tendência só será revertida com fornecimento regular de produtos de qualidade, provenientes da aqüicultura.

Sistemas de produção
  • extensivo: baseia-se no aproveitamento de lagos e açudes já construídos. O potencial para produção é de 500kg/ha;
  • semi-intensivo: trabalha em viveiros construídos. Deve ter controle de entrada e saída de água. A adubação pode ser orgânica e inorgânica, com utilização de subprodutos e ração na alimentação. A produção estimada é de 600kg/ha;
  • intensivo: os viveiros também são construídos com o mesmo controle de entrada e saída de água. A utilização de ração é balanceada, e a produção estimada é de 15 mil kg/ha;
  • hiperintensivo: o método aplicado pode ser race-way, tanques e gaiolas. Deve ter alta vazão de água. A ração utilizada é específica, e a produção alcançada chega a 200 kg/m3.
Cuidados básicos

A água deve ser de qualidade e quantidade com vazão acima de 10 litros por segundo. Alguns parâmetros físico-químicos que devem atender a necessidade das espécies:
  • temperatura adequada à espécie cultivada;
  • pH neutro, com variação de 6 a 8;
  • oxigênio dissolvido de 5 a 8 mg por litro;
  • alcalinidade e dureza - 25 mg por litro.
Espécies mais cultivadas no Rio de Janeiro
  • tilápia do Nilo e seus híbridos;
  • tambaqui;
  • pacu;
  • híbridos (tambacu e paqui);
  • piauçu;
  • matrinchã;
  • piraputanga;
  • carpas (comum , capim, prateada e cabeça grande);
  • pirapitinga.

Fonte: Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj)
www.fiperj.rj.gov.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Prefeito Zito mostra problemas da cidade à secretária estadual do Ambiente

Marilene Ramos ouve sugestões de Zito sobre o trabalho de dragagem dos rios

O prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, visitou na tarde desta quarta-feira, acompanhado da secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, algumas áreas tingidas pelas chuvas dos últimos dias. Marilene disse que vai cadastrar as famílias que moram às margens do rio Iguaçu, que deverão ser transferidas para outras casas. Os imóveis são ocupações irregulares, e a área deverá ficar livre para obras do Projeto Iguaçu, Botas e Sarapuí, recebendo arborização, área de lazer e pavimentação. Esta, segundo Marilene, é uma forma de fazer com que a área não seja novamente ocupada.
Zito e Marilene se encontraram no Grupamento de Bombeiros da Reduc, onde vistoriaram o canal Fabor, dentro da refinaria. O canal, que está com excesso de sujeira, recebe grande volume de água durante as tempestades e acarreta em alagamentos em diversos pontos de Campos Elíseos. “Canais como o Marilândia e Parque Império desaguam no Fabor, que não está com capacidade de escoamento, provocando transtornos como os dos últimos dias”, disse o prefeito, enquanto mostrava à secretária o canal Marilândia, que está completamente obstruído por entulho e lixo.
Com o prefeito Zito como anfitrião, Marilene fez um percurso pelas áreas mais castigadas de Duque de Caxias. Foram vários canais visitados nos bairros Campos Elíseos e Parque Império, de onde os dois, seguido pelos vereadores Marcelo do Seu Dino e Grande, deputado estadual Marco Figueiredo, além de diversos secretários municipais, seguiu para o bairro Pilar, onde visitou os rios Iguaçu e Calombé. No bairro, dezenas de ruas ficaram inundadas com o temporal. Marilene ficou surpresa com a quantidade de construções às margens do Rio Iguaçu.
A secretária disse que vai solicitar ao Governo do Estado que cadastre todas as famílias para que a área seja desocupada. Marilene garantiu que vai começar a limpeza do rio Iguaçu nos próximos dias e que os problemas serão reduzidos. Segundo o secretário municipal de Obras, Sandro Monteiro Soares, Duque de Caxias é cortada por 55 rios e canais e em alguns deles a única solução é a instalação de comportas e bombas de escoamento que serão acionadas quando o nível das águas estiver alto. “Há tempos tivemos este sistema, que foi desativado e o maquinário foi roubado ou destruído por vândalos”, observou.
O prefeito disse que o momento é de esperar e acrescentou que a secretária viu de perto os problemas vividos pela população. “Vamos deixar que as obras aconteçam para cobrar os resultados posteriormente”, resumiu.

Canal Cintura, no Pilar, dragado por máquinas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea)

Texto: Nelson Soares/Assessoria de Comunicação PMDC

Fotos: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Aqüicultura no Brasil


Segundo o documento “Estado Mundial da Pesca e Aqüicultura em 2002” publicado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 2003, a partir de 1970, a aqüicultura mundial vem apresentando índices médios anuais de crescimento de 9,2%, comparados com apenas 1,4% na pesca extrativa e 2,8% na produção de animais terrestres. A China permanece como o maior produtor, com 71% do volume e cerca de 50% em termos de valor.


O potencial do Brasil para o desenvolvimento da aqüicultura é imenso, constituído por 8.400 km de costa marítima, 5,5 milhões de hectares de reservatórios de águas doces, aproximadamente 12% da água doce disponível no planeta, clima extremamente favorável para o crescimento dos organismos cultivados, terras disponíveis e ainda relativamente baratas na maior parte do país, mão-de-obra abundante e crescente demanda por pescado no mercado interno.

Embora as pesquisas voltadas para o cultivo de organismos aquáticos tenham se iniciado na década de 30 do século passado, as mesmas só foram intensificadas a partir de 1970.


A aqüicultura comercial brasileira se firmou como atividade econômica no cenário nacional da produção de alimentos a partir de 1990, época em que nossa produção de pescado cultivado girava em torno de 25 mil toneladas/ano.
Desde então, os diversos segmentos do setor (piscicultura, carcinicultura, malacocultura e outros) têm se desenvolvido de forma bastante acelerada, de tal forma que, em 2000, o Brasil produziu cerca de 150 mil toneladas de pescado via cultivo. Em 2001, estima-se que a produção tenha sido de aproximadamente 200 mil toneladas, chegando a 250 mil em 2002.
Das 150 mil toneladas produzidas em 2000, 25 mil foram de camarões marinhos da espécie Litopenaeus vannamei, 13 mil toneladas de mexilhões da espécie Perna perna, 2 mil toneladas de ostras das espécies Crassostrea gigas e Crassostrea rhizophorae, 1.600 toneladas de truta arco-íris e 108.400 toneladas de várias espécies de peixes tropicais, especialmente tilápias, carpas e algumas espécies nativas como o tambaqui (Colossoma macropomum), pacu (Piaractus mesopotamicus), surubim (Pseudoplatystoma coruscans) e outras. Os maiores índices de crescimento relativo tem sido observados na carcinicultura marinha, que gerou 40 mil toneladas em 2001 e 60 mil toneladas em 2002. Nos últimos cinco anos, a aqüicultura brasileira vem apresentando taxas de crescimento anuais médias superiores a 22%. Alguns setores, como o da carcinicultura marinha e o da ostreicultura, chegaram a ampliar suas produções em mais de 50% de 2000 para 2001.

Atualmente, tanto os peixes como os moluscos produzidos nos cultivos estão sendo comercializados no mercado interno. No caso dos camarões marinhos, cerca de 30% da produção é destinada ao mercado interno, enquanto 70% é exportada para Estados Unidos, França, Espanha, Itália e Holanda.

Merecem destaque entre as ações governamentais para apoio ao setor a abertura das águas de domínio da União para a exploração da aqüicultura, bem como o estabelecimento de uma linha de crédito específica para financiamento de empreendimentos aqüícolas em todo o país.

Analisando-se a situação atual, é possível observar algumas tendências para a aqüicultura brasileira num futuro próximo. Estas tendências incluem:

  • aumento substancial na produção de camarões marinhos;
  • aumento na produção de moluscos, especialmente ostras e vieiras;
  • aumento significativo na produção de peixes de água doce, especialmente das tilápias e de algumas espécies nativas;
  • rápido desenvolvimento do cultivo em gaiolas ou tanques-redes nos reservatórios;
  • aumento do uso de rações comerciais e diminuição dos cultivos realizados à base de estercos de animais terrestres;
  • priorização de espécies autóctones nas bacias hidrográficas mais preservadas, tais como a Amazônica e a do Paraguai;
  • maior atenção ao controle sanitário dos organismos aquáticos;
  • maiores restrições relativas ao uso e contaminação das águas doces;
  • maior uso de equipamentos utilizados em sistemas intensivos;
  • maior dificuldade de introdução de novas espécies exóticas no país;
  • mais atenção aos mercados externos e à exportação;
  • aumento no número de produtos aqüícolas processados e com valor agregado;
  • em termos tecnológicos, os pontos mais fortes do setor aqüícola brasileiro podem ser observados na carcinicultura marinha e na ranicultura, que alcançaram altos níveis de desenvolvimento. As maiores deficiências tecnológicas ainda residem no cultivo de vieiras e de peixes marinhos, áreas em que o país ainda está em fase embrionária. Outro fato que merece atenção é a relativa carência de mão-de-obra especializada para a atividade, tanto no setor público como na iniciativa privada.

Também a valorização dos produtos pesqueiros pelas suas qualidades nutricionais e para a preservação da saúde humana tem contribuído para um aumento na demanda pelos mesmos no mercado interno, que apresenta um elevado potencial de elasticidade se tivermos em mente que o consumo médio anual de pescado per capita é de apenas 6,8 kg/habitante.

Em 1998, o Brasil tinha 96.657 aqüicultores, que cultivavam 78.552 hectares de espelho d'água. Em 2001, estima-se que este número era de aproximadamente 128 mil produtores e que o aumento na área cultivada tenha sido da ordem de 40% em relação a 1998. Com relação à produção de formas jovens, em 2000 a produção nacional foi de aproximadamente 4 bilhões de pós-larvas de camarões marinhos, 100 milhões de alevinos de peixes de água doce e 10 milhões de sementes de ostras e vieiras.

O valor da produção aqüícola brasileira em 2001 chegou a um total de US$ 256,8 milhões, com US$ 12 milhões provenientes da malacocultura, US$ 160milhões da carcinicultura marinha, US$ 80 milhões da piscicultura tropical e US$ 4,8 milhões da truticultura.

Fonte: Ministério da Pesca e Aqüicultura

terça-feira, 17 de novembro de 2009

28 de novembro: Festa da Tilápia em Xerém


Acontece no dia 28 de novembro a 1ª Festa da Tilápia em Xerém, organizada pela Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, e em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), com entrada franca.
O evento, que começará às 8h, acontecerá na sede da Associação dos Funcionários do Inmetro (Asmetro), na Rua Pastor Manoel Avelino, s/nº, Xerém, e terá várias atrações para o público, como exposição de peixes e artesanato, almoço dançante, cardápio variado, bebidas e bingo, além de palestras com técnicos sobre o panorama da piscicultura no Rio de Janeiro, licenciamento ambiental para a atividade e rentabilidade e perspectiva de crescimento da criação.
A Festa da Tilápia, criada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento com o intuito de divulgar a piscicultura em Duque de Caxias, pretende movimentar a cadeia produtiva piscícola da tilápia e de outras espécies e se tornar um novo evento turístico e cultural no calendário de eventos da cidade.
Confira a programação:


Texto: Willy Rangel
Arte: Joilson Oliveira