quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A história secreta do Ano Novo

Uma crise econômica global esquecida pela humanidade deu origem à festa da virada há milhares de anos. E mais importante: é graças ao Ano Novo que você está vivo


Para sair da crise, os governos imprimem dinheiro.
Nossos ancestrais fizeram o mesmo: imprimiram comida

A sensação é poderosa. No dia 31 de dezembro você sabe que um ano zero-quilômetro vai tomar o lugar do velho, que já deu tudo o que tinha que dar. Hora de todo mundo se reunir para ver fogo no céu, fazer oferenda para Iemanjá, pular sete ondinhas, abraçar qualquer estranho que estiver por perto. É a maior festa da humanidade. A grande celebração ao ciclo da vida, que agora recomeça.
Mas espera um pouco. Que ciclo? Que recomeço? A geometria da vida é implacavelmente reta: você fica mais velho a cada virada de ano e pronto. Não acontece nada de sobrenatural na meia-noite do dia 1. Concorda? Se você pensou “Concordo”, provavelmente está mentindo. Para si mesmo, até. A ilusão de que as viradas de ano significam algo – algo grande e bom – é universal. E é graças a ela que você está aqui, vivo.
Isso porque cada um de nós descende de alguém que sobreviveu à maior crise econômica da história. A única que teve potencial para riscar a humanidade da face da Terra. Ela aconteceu há milhares de anos, quando a única coisa que nós conhecíamos como trabalho era caçar. Às vésperas de 11000 a.C., o modo de vida dos caçadores estava no auge. O homem, àquela altura, tinha uma arma contra a qual nenhum outro predador contava: a religião. Não exatamente aquilo que vem à nossa cabeça quando pensamos em religião, mas algo realmente abstrato: a ideia de acreditar que existe alguma coisa maior, além da vida. Isso é um instinto básico da nossa mente. E por ser algo comum a todos, ele tornava as tribos mais coesas em torno nos ritos espirituais e divindades que cada uma criava. Agora, unidos, cada vez mais numerosos e habilidosos, os Homo sapiens tinham virado os maiores predadores que a Terra já vira. Era um momento de euforia. Só que, como toda euforia, essa também era irracional.
A caça indiscriminada tinha diminuído a quantidade de animais selvagens disponíveis por aí. Para piorar, um miniaquecimento global fez rarear presas das boas, como bisões e mamutes (nota: daquela vez o aquecimento não foi culpa nossa, era só o fim de mais uma Era Glacial). O ponto é que a escassez de proteína animal colocou em xeque o modo de vida dos nossos avós caçadores.
Isso não aconteceu de uma tacada só no planeta todo, note bem. Naqueles dias a vida era em tribos de 100, 150 pessoas quem quando entravam em contato umas com as outras, era para guerrear. Cada uma viveu uma escassez a seu tempo. E foi mais de uma. Só que, olhando daqui de longe, a junção desses problemas esparsos pode ser vista como uma grande crise global.
Mas e para sair dessa crise? Bom, a solução foi parecida com a de hoje. O que os bancos centrais fizeram em 2009 foi imprimir dinheiro. Em 11000 a.C. decidiram imprimir outra coisa: comida. Na terra. Cultivar sementes e esperá-las crescer era o jeito de conseguir as calorias que a caça não dava mais.
Só que aí veio uma surpresa: essa técnica, a agricultura, permitia sustentar de 10 a 100 vezes mais pessoas no mesmo espaço físico. Os que optaram por esse caminho cresceram e se multiplicaram. Mas eles só conseguiram isso porque inventaram um novo deus: o calendário.
No culto da passagem dos dias esperando as sementes darem fruto, a humanidade descobriu um ótimo método para saber as épocas certas de plantar: observar a posição das estrelas e a trajetória do Sol ao longo do ano. Fazer a leitura do céu era tão essencial para a agricultura que povos de todos os cantos do mundo aprenderam isso mais hora menos hora. E assim dominaram algo que parecia sobrenatural: os ciclos do tempo. Mas pragmatismo científico nunca foi o nosso forte como espécie. E é por isso que o céu foi tratado como divindade. Só o fato de você saber seu signo já se trata de uma herança dessa época – as 12 constelações do zodíaco são nada mais do que conjuntos de estrelas mais usados para marcar as estações do ano.
É esse mesmo impulso de divinizar as coisas que levou à felicidade instintiva de se entregar a rituais como pular sete ondas. É esse impulso que faz a vida parecer feita de ciclos. As colheitas é que são de fato cíclicas. Ao divinizá-las, nossos ancestrais imprimiram na cultura humana a ideia de que a própria vida se renova a cada ano. E festejar essas renovações era fundamental para que continuássemos vivos. Olha só. O Ano Novo é uma das festas para marcar a auge do frio no Hemisfério Norte – a outra é o Natal. Na ausência de um instinto biológico tão forte quanto o das formigas para acumular comida para o inverno, a sensação de que um evento superimportante estava para acontecer bem no meio da estação fria fazia nossos ancestrais agir exatamente como elas, economizando para ter banquetes na época de fome. E cada geração transmitiu para suas crianças que aquele era o momento mais especial do ano. Era mesmo. E ainda é. Trata-se do momento em que comemoramos a sobrevivência da espécie humana. Pelo menos até a grande crise chegar. Ou ela já chegou?

Texto: Alexandre Versignassi/Rodrigo Rezende/Superinteressante/Janeiro 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fim de ano: comemore com consciência


O fim de ano é sempre movimentado pelas confraternizações no trabalho, festas com amigos e família. É nesta época, também, que aumentamos nosso consumo em todos os sentidos. Portanto, esta é um período no qual devemos prestar atenção especial à conservação da natureza.

Veja abaixo dicas simples de como diminuir o impacto das festas de final de ano:
  • evite papéis laminados e com purpurina, pois não podem ser reciclados;
  • embrulhe os presentes em papéis simples e utilize o que sobrar para fazer suas próprias etiquetas "de/para";
  • envie cartões de Natal eletrônicos e previna o desperdício de papel;
  • pegue sacolas plásticas apenas quando necessário. Se possível, prefira os sacos de papel;
  • utilize ornamentos naturais na decoração de Natal, como pinhos e fibras;
  • recicle latas e garrafas vazias depois das festas, além das embalagens de seus presentes.
Fonte: WWF Brasil

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Investidores chineses interessados em abrir empresas em Duque de Caxias

Samuel Maia sela parceria com a China

Os chineses em breve poderão investir em Duque de Caxias. A aproximação aconteceu na última sexta-feira, 17 de dezembro, após palestra do secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, no Instituto Eventos Ambientais, no centro do Rio de Janeiro. Na ocasião, um grupo de chineses da província chinesa de Henan se interessou pela apresentação, e antes de deixar o Rio de Janeiro, assinou uma carta de intenção com a cidade. Samuel Maia foi convidado pelo professor Francisco Carrera, diretor de pós-graduação da Universidade Cândido Mendes, para falar de agricultura e meio ambiente.
Os chineses prometeram se empenhar para conseguir investidores e convidaram o prefeito José Camilo Zito (PSDB) e autoridades para visitar a província em maio do próximo ano. Henan, com 2,2 milhões de habitantes destaca-se na economia chinesa. Produtora de bauxita, carvão e ouro, e conhecida também pela cultura, turismo e a culinária.


Samuel Maia destacou meio ambiente e agricultura no encontro

Da comitiva chinesa convidada para assistir à palestra sobre agricultura e meio ambiente participaram o vice-prefeito de Sanmenxia, Wang Jianxun, que se interessou em investir no município após conhecer o potencial da cidade; o prefeito de Lingbao, Zanpeng Li; e o vice-prefeito de Yima, Miao Wanqing. O encontro contou ainda com o representante do Ministério da Agricultura, Gustavo Moura, e da Associação Comercial e Empresarial de São Gonçalo, Marcelo Santos.
No documento assinado sábado, 18, os interessados destacam que “a atração comercial, tecnológica, cultura, trabalhos de meio ambiente, de intercâmbio e mão-de-obra, entre outros fatores poderiam gerar um excelente crescimento para ambas as cidades”.
Para Samuel Maia, o interesse dos chineses em investir em Duque de Caxias mostra o crescimento da cidade nos últimos dois anos. “O prefeito Zito está de braços abertos para receber investidores. Estamos crescendo na agricultura familiar, na geração de empregos com carteira assinada na indústria e no comércio e na mão-de-obra local com a qualificação profissional", destacou.

Samuel Maia (à direita), Francisco Carrera e Wang Jianxun trocam presentes

Texto: Paulo Gomes
Fotos: Willy Rangel

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Saiu no jornal

Confira matéria publicada no caderno "Baixada" do jornal "O Dia" em 19 de dezembro de 2010.

Das hortas da Baixada para a merenda dos estudantes
Agricultores de Caxias e de Belford Roxo vão produzir legumes e verduras para escolas



Plantação de quiabo, em Xerém. Caxias tem 130 agricultores habilitados

Legumes e verduras utilizados na merenda escolar de Belford Roxo e de Duque de Caxias serão comprados dos produtores do Programa de Agricultura Familiar. Os municípios iniciaram o processo para o cumprimento da Lei Federal 11.947, de 16 de junho de 2009, que prevê que 30% da merenda oferecida pelas redes públicas sejam provenientes da agricultura familiar.
Em Caxias, 130 agricultores já estão habilitados para fornecer a produção. Eles fazem parte do assentamento Terra Prometida, em Xerém, das comunidades Tabuleiro, Piranema, Taquara, Capivari e Chapéu do Sol. Em Belford Roxo, cerca de 50 agricultores participaram de seminário esta semana que esclareceu dúvidas sobre como dar início ao processo para a formação de uma associação.
O secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Duque de Caxias, Samuel Maia, disse que o governo busca facilitar o trabalho do agricultor em comunidades de difícil acesso. “Estamos trabalhando arduamente para tornar a Baixada Fluminense o celeiro da Região Metropolitana. A primeira chamada pública para a compra já foi feita”, informa Samuel Maia.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Belford Roxo, Fábio Suhett, acredita que o estreitamento do elo do poder público com os agricultores, poderá gerar trabalho e renda. “Precisamos dar apoio aos agricultores locais para que eles possam ter condições de produzir novamente. Melhoria de infraestrutura, escoamento da produção e assistência técnica são alguns dos incentivos. A terra é fértil e nós temos espaços excelentes para a produção agrícola. Muitos deles pararam por falta de condições de trabalho”, disse Suhett.

Texto: "O Dia", caderno "Baixada", página 8, 19.12.2010
Foto: Willy Rangel/SMMAAA/24.06.2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Abastecimento de gás ganha solução ecológica no interior de Pernambuco

Assista à matéria exibida no "Jornal Nacional" na segunda-feira, 6 de dezembro, sobre o uso do biodigestor no sertão de Pernambuco. O biogestor transforma matéria orgânica em gás de cozinha. A tecnologia é simples, barata e está sendo instalada gratuitamente por voluntários. O biogás não tem cheiro e o fogo é mais intenso.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Meio Ambiente promove atividades de preservação

Parte do lixo recolhido no mutirão do Parque da Taquara

Atuando no município com parceiros importantes, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA) participou no final de semana de eventos e atividades que mostram a preocupação das pessoas com a preservação do meio ambiente e seus recursos naturais. Todas as ações contatam com a presença do secretário Samuel Maia e de membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA).
Na manhã de sábado, 11 de dezembro, Samuel Maia esteve na formatura do curso de extensão sobre recursos hídricos, realizada na Uerj/Caxias, no bairro Vila São Luís. Foram 50 estudantes que receberam certificados do curso ministrado por professores universitários das redes federal e estadual, a de profissionais especializados das redes municipal e estadual. Ele destacou a preocupação das pessoas com as águas disponíveis para uso na região.
À tarde, Samuel Maia e o secretário-executivo do COMDEMA, Marcelo Aranda, foram à reunião de avaliação do trabalho em 2010 dos participantes do Processo Apell em Campos Elíseos. Na ocasião, convidado como palestrante, Aranda falou sobre a Agenda 21, um dos principais resultados da Conferência Eco-92, que estabelece a importância de cada país a se comprometer para o estudo de soluções para problemas sócio-ambientais.
No domingo, mesmo com um número reduzido de voluntários, o secretário comandou o mutirão para limpeza da cachoeira da Taquara. A ação havia sido cancelada pela falta de participantes e, mesmo assim, foi realizada. Das 9h às 14h, os 17 voluntários e membros do grupo Trilhas Quase Secretas, da Capital, recolheram mais de 300 quilos de plásticos, garrafas pet e de vidro, latinhas de alumínio, fraldas descartáveis e utensílios abandonados por membros de seitas religiosas que freqüentavam o Parque Natural Municipal de Taquara e hoje têm um local específico para encontros. O fim do mutirão foi comemorado com mergulho em uma das piscinas naturais do parque.

Samuel Maia (à esquerda) recebe parte do grupo de voluntários

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: George Fant/Assessoria de Comunicação PMDC

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Definição de pacote na Conferência do Clima fortalece multilateralismo

Sistema de negociação da ONU vinha desacreditado.
COP 16, em Cancún (México), superou sombra de Copenhague e terminou no sábado

A aprovação de um pacote de medidas na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-16) deu novo impulso ao sistema de negociações multilaterais, desacreditadas no âmbito das discussões climáticas, pelos poucos resultados práticos.
A COP 16, em Cancún, no México, conseguiu aprovar, na madrugada deste sábado, um pacote de decisões sobre ações para enfrentar as causas e efeitos das mudanças climáticas.
Entre as principais medidas aprovadas está a criação de um "Fundo Verde", um mecanismo para que os países ricos ajudem financeiramente os mais pobres na luta contra as mudanças climáticas.
A reunião final teve clima muito otimista. "O que a maioria das partes queria era fazer um número substancial de decisões aqui em Cancún, para salvar todo esse processo, mostrar que ele pode trazer resultados. Acho que vimos isso aqui em Cancún", comemorou a negociadora-chefe do bloco europeu, Connie Heedegard. A ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, deu nota 7,5 ao acordo obtido no balneário mexicano.
Fonte: G1.com.br/11.12.2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mutirão no Parque da Taquara vai mobilizar 200 voluntários

Cerca de 200 voluntários são esperados neste domingo, 12 de dezembro, para o mutirão de limpeza da cachoeira do Parque Natural Municipal da Taquara, em Duque de Caxias. A ação de preservação ambiental vai contar com a participação de jovens e adultos de organizações e movimentos ecológicos, além de voluntários do processo Apell. Em setembro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA) realizou um mutirão para limpeza das trilhas e das margens do rio Taquara, que corta a reserva ambiental.
À frente do mutirão estarão o secretário Samuel Maia e o diretor do Parque da Taquara, Marlos Campos, que estão preparando o local para os visitantes. Com a chegada do verão, o Parque da Taquara recebe cerca de 5 mil pessoas nos finais de semana, moradores da região e da Baixada Fluminense. “Durante a ação, faremos um trabalho de conscientização junto aos freqüentadores para manutenção da limpeza do parque que ocupa uma área de 200 mil metros quadrados”, disse Samuel Maia.
Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC