Reserva Biológica do Parque Equitativa guarda uma das poucas áreas de Mata Atlântica
Foi neste espírito positivo e edificante que o Professor e Ambientalista, na época Secretário de Meio Ambiente Samuel Maia criou a Reserva Biológica do parque Equitativa, a primeira no gênero do Estado do Rio de Janeiro. a área possui uma área de aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados com uma rica biodiversidade, constituindo um valioso patrimônio natural. A administração da reserva fica a cargo da secretaria municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento e dever contar, também, com um conselho gestor formado por representantes do governo municipal e da sociedade civil

Uma área de 1,5 milhão de metros quadrados — rica em flora e fauna — compõe o território de Duque de Caxias. É a Reserva Biológica Municipal do Parque Equitativa, em Santa Cruz da Serra, que abriga um dos poucos espaços de Mata Atlântica da Baixada.
— Aqui, encontramos a vegetação nativa dessa mata, ainda na fase primária, ou seja, que não foi desmatada. É uma área que requer muito cuidado e atenção — explica a bióloga Silvana Miranda.
De acordo com ela, no que diz respeito à vegetação, podem ser encontrados jacarandás, cedros, angicos, ipês e embaúbas, entre muitas outras espécies típicas desta vegetação.
Já no caso dos animais, é possível encontrar sagui, tucano, tamanduá-bandeira, tatu, sabiá, entre outros. Além disso, há muitas nascentes no território.

— A importância da reserva não está restrita apenas à beleza natural, é preciso criar a consciência de preservação. Esse espaço é um filtro para a poluição do ar, comporta muitas espécies animais e vegetais, é bastante rico — destaca Silvana.
Apesar de enumerar algumas das espécies, a bióloga conta que ainda não foi realizado um mapeamento preciso da área.
— Já visualizaram, por exemplo, uma onça, mas isso não foi registrado por especialistas — diz.
A reserva tem um comitê gestor, formado pelo poder público, entidades representativas e moradores.

A Reserva Biológica do Parque Equitativa sofre com a introdução de espécies que não são nativas da Mata Atlântica, como é o caso do mico-estrela.
— Este animal é típico da Região Nordeste, mas foi introduzido aqui. Por não possuir predador natural no local, pode causar desequilíbrio no ecossistema — explica Silvana Miranda.
Outro problema enfrentado é a ocupação indevida pela população.
— Atualmente, o espaço é usado por grupos religiosos para orações. No entanto, precisamos cuidar desta área, que deve ser usada apenas para pesquisa, já que trata-se de uma reserva — diz, fazendo algumas ressalvas:
— É livre a manifestação religiosa. No entanto, deveria ser visto um novo espaço para a prática. Tanto a flora, quanto a fauna do local devem ser sempre respeitadas e preservadas.
Por conta da riqueza natural, Silvana Miranda diz que algumas pessoas vão à reserva praticar a caça.
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