sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Opinião: segurança alimentar e agricultura



Clique aqui e leia o artigo "Segurança alimentar e agricultura", do doutor em Sensoriamento Remoto e pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Alfredo José Barreto Luiz.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Parque Natural Municipal da Taquara se prepara para o verão

Queda d'água do rio Taquara,
uma das atrações do Parque Natural Municipal da Taquara

Ocupando uma área de 200 mil metros quadrados, o Parque Natural Municipal da Taquara, no terceiro distrito de Duque de Caxias, começa a se preparar para o próximo verão. No dia 16, um grupo de voluntários da Capital, junto com funcionários e colaboradores, farão a sinalização das trilhas para facilitar o trabalho das pessoas que participarão do grande mutirão de limpeza do rio Taquara e das trilhas no dia 26 de setembro. Nesse dia, um domingo, o local será fechado ao público.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, acredita que cerca de 200 pessoas participarão do mutirão de limpeza, entre elas moradores e agentes mirins da região, estagiários e servidores da Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Públicos que ajudarão na limpeza do rio e das trilhas que dão acesso às piscinas naturais e a cachoeira Véu de Noiva.
“O Parque Natural Municipal da Taquara recebe visitantes de várias partes do estado durante todo o ano. No verão, o parque recebe mais de 5 mil pessoas nos finais de semana. Além da limpeza do rio Taquara e das trilhas, iremos facilitar o acesso dos frequentadores as áreas íngremes”, destaca do diretor do parque, Marlos Campos, acrescentando que a sinalização seria feita nesta quinta-feira, 9 de setembro, mas por causa do mau tempo o trabalho foi transferido.


Servidores e voluntários vão ajudar a preservar
rios e trilhas da unidade de conservação
Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: Paulo Martins/Assessoria de Comunicação PMDC

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Operação fecha duas carvoarias ilegais e destrói oito fornos

Um dos fornos foi erguido em um terreno na Rua da Prainha
Atendendo à denúncia de moradores do bairro Jardim Gramacho, agentes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA) fecharam nesta sexta-feira, 3 de setembro, duas carvoarias que funcionavam ilegalmente em áreas invadidas próximo ao aterro sanitário. Com a ajuda de funcionários da Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Públicos e uma retroescavadeira, foram destruídos oito fornos que estavam queimando madeira. Para evitar confronto com os donos das carvoarias, a operação contou com a ajuda do 15º BPM, que enviou uma viatura com policiais.
A primeira carvoaria clandestina funcionava em um terreno invadido na Rua da Prainha. Para entrar no local, foi necessário cortar a corrente do portão. No local, além dos dois fornos que estavam acesos e queimando madeira, os agentes encontraram muitos metros cúbicos de tronco e galhos de árvores. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Samuel Maia, esse material era trazido por caminhões que fazem poda e retiram árvores que caem no Rio de Janeiro e em outras cidades vizinhas. “Vamos investigar e tentar punir os responsáveis”, disse.

Carvão estava sendo ensacado e vendido
Em uma outra área invadida, localizada a cerca de 500 metros da primeira, os agentes encontraram grande quantidade de madeira para serem queimadas e transformadas em carvão em seis fornos que estavam acesos. No local, não havia ninguém e sob a cobertura grande quantidade de carvão para ser ensacado e vendido.
Percorrendo a região, os agentes encontraram várias áreas que estavam com queimadas, principalmente junto à linha demarcada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)
para construção de uma cerca de seis quilômetros para impedir o despejo de lixo e entulho de obras no mangue, uma Área de Proteção Permanente (APP).
Samuel Maia : "Estamos investigando denúncias. Vamos jogar pesado"

“Estamos atentos aos problemas do bairro Jardim Gramacho. Essas queimadas estão afetando a vida dos moradores. Muitas crianças e idosos estão procurando as unidades de saúde do município para tratamento de doenças respiratórias. Estamos recebendo e investigando denúncias. Vamos jogar pesado”, afirmou o secretário Samuel Maia, acrescentando que os dois terrenos serão esvaziados pela Secretaria de Serviços Públicos.
Uma moradora da parte alta do bairro, que não quis se identificar, disse que estava com suspeita de pneumonia e que seus netos tossiam muito, principalmente à noite, quando a fumaça das queimadas se intensifica e os fornos são acesos para queimar madeira. “Não sei até quando vamos continuar sofrendo com isso”, apelou a moradora, uma senhora com mais de 60 anos.

Oito fornos foram destruídos

Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: George Fant/Edmilson Muniz/Assessoria de Comunicação PMDC

Edital de convocação para Conferência Municipal de Agricultura

Segue, abaixo, o edital de convocação da 2ª Conferência Municipal de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural de Duque de Caxias, publicado na página 9 do "Jornal do Grande Rio", edição de 27 de agosto a 2 de setembro de 2010.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mandamentos do consumo

*Frei Beto - Teólogo e Escritor

PASSEIO SOCRÁTICO

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali napobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse.
O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável. [...]
Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. “Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”. [...]
MANDAMENTOS DO CONSUMISMO
A publicidade cerca-nos de todos os lados -na TV, nas ruas, nas revistas e jornais- e força-nos a ser mais consumidores que cidadãos. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. Uma empresa de alimentos geneticamente modificados pode comprometer a saúde de milhões de pessoas. Não tem a menor importância se uma boa máquina publicitária for capaz de tornar a sua marca bem aceita entre os consumidores.`Isso vale também para o refrigerante que descalcifica os ossos, corrói os dentes, engorda e cria dependência. Ao bebê-lo, um bando de jovens exultantes sugere que, no líquido borbulhante, encontra-se o elixir da suprema felicidade.
A sociedade de consumo é religiosa às avessas. Quase não há clipe publicitário que deixe de valorizar um dos sete pecados capitais: soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. ‘Capital’ significa ‘cabeça’. Ensina meu confrade Tomás de Aquino (1225-1274) que são capitais os pecados que nos fazem perder a cabeça e dos quais derivam inúmeros males.
A soberba faz-se presente na publicidade que exalta o ego, como o feliz proprietário de um carro de linhas arrojadas ou o portador de um cartão de crédito que funciona como a chave capaz de abrir todas as portas do desejo. A inveja faz crianças disputarem qual de suas famílias tem o melhor veículo.
A ira caracteriza o nipônico quebrando o televisor por não ter adquirido algo de melhor qualidade. A preguiça está a um passo dessas sandálias que convidam a um passeio de lancha ou abrem as portas da fama com direito a uma confortável casa com piscina.
A avareza reina em todas as poupanças e no estímulo aos prêmios de carnês.
A gula, nos produtos alimentícios e nas lanchonetes que oferecem muito colesterol em sanduíches piramidais.
A luxúria, na associação entre a mercadoria e as fantasias eróticas: a cerveja espumante identificada com mulheres que exibem seus corpos em reduzidos biquínis.
Os cinco mandamentos da era do consumo são:
1º) Adorar o mercado sobre todas as coisas. Tudo se vende ou se troca: objetos, cargos públicos, influências, idéias etc. Em economias arcaicas, ainda presentes em regiões da América Latina, a partilha dos bens materiais e simbólicos assegurava a sobrevivência humana. Agora, ao valor de uso se sobrepõe o valor de troca. É preferível deixar apodrecer alimentos cujos preços exigidos pelos produtores deixam de oferecer a mesma margem de lucro. Segundo o mercado, tombam os seres humanos, mas seguram-se os preços.
2º) Não profanar a moeda, desestabilizando-a. Dizem que outrora povos indígenas sacrificavam vidas humanas para aplacar a ira dos deuses. Abominável? Nem tanto. O ritual prossegue; mudaram-se apenas os métodos. [...]
3º) Não pecar contra a globalização. Graças às novas tecnologias de comunicação, o mundo se transformou numa pequena aldeia. De fato, o Planeta ficou pequeno frente às imensuráveis ambições das corporações transnacionais. Por que investir na proteção do meio ambiente se isso não aumenta o valor das ações na Bolsa?
4º) Cobiçar os bens estatais e públicos em defesa da privatização. Se não é o bem comum o valor prioritário, e sim o lucro, privatize-se tudo: saúde, educação, rodovias, praias, florestas etc. Privatizar é afunilar a pirâmide da desigualdade social. Os lucros são apropriados por uma minoria, e os prejuízos – o desemprego e a miséria – socializados. Menos serviços públicos, maior a parcela da população excluída do acesso aos serviços pagos. [...]
5º) Prestar culto aos sagrados objetos de consumo. Percorremos aceleradamente o trajeto que conduz da esbeltez física à ostentação pública de celulares, da casa de veraneio ao carro importado, fazendo de conta que nada temos a ver com a dívida social.Expostos à má qualidade dessa mídia eletrônica que nos oferta felicidade em frascos de perfume e refrigerante, alegria em maços de cigarro e enlatados, já não há espaço para a poesia nem tempo para curtir a infância. Perdemos a capacidade de sonhar sem ganhar em troca senão o vazio, a perplexidade, a perda de identidade. [...]
A propósito: o contrário da soberba é a humildade; da inveja, o despojamento; da ira, a tolerância; da preguiça, o compromisso; da avareza, a partilha; da gula, a sobriedade; da luxúria, o amor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Política para racismo ambiental

Populações periféricas, étnicas e de baixa renda nas pequenas e grandes cidades são vítimas de uma nova forma de agressão

Há somente cinco anos, um grupo de trabalho passou a combater, oficialmente, o racismo ambiental, na Rede Brasileira de Justiça Ambiental. A expressão é recente, mas já tem impacto nas políticas públicas. O objetivo é reunir denúncias, definir estratégias, campanhas e ações contra as injustiças ambientais que recaem sobre grupos étnicos vulneráveis — comunidades de baixa renda, povos indígenas, quilombolas, populações negras e migrantes, como nordestinos, e pessoas que vivem em situação de risco nas pequenas e grandes cidades.
A primeira ação desse grupo foi em Niterói, em seminário que contou com a participação da Universidade Federal Fluminense (UFF). A cidade que sediou o início do trabalho desse grupo é a mesma que viu a tragédia se abater sobre os habitantes do Morro do Bumba, onde 47 moradores morreram em deslizamentos causados pelas chuvas no início de abril.
Para a professora e doutora em Filosofia da UFRJ Íris Rodrigues, o caso Bumba é um clássico de racismo ambiental, de pessoas vítimas do modelo de desenvolvimento com base na destruição do meio ambiente e dos espaços coletivos de vida e de trabalho, sob desrespeito à cidadania e ao ser humano. “O modo de produção dos países capitalistas avançados é fundado sobre lógica de acumulação de capital e mercadorias, desperdício de recursos e consumo ostentatório. Você pode ver como as chamadas populações periféricas são pobres, negras, amarelas ou latinoamericanas”, analisa Íris.
“Nós, do terceiro mundo, como um todo, somos o depósito dos resíduos venenosos dos países desenvolvidos. Operários de baixa renda moram em lugares insalubres, nos lixões. E os camponeses estão expostos a agrotóxicos. Isso é racismo ambiental, porque são esses que estão mais expostos às agressões, em condições de trabalho inferiores. Esse conceito vem sendo trabalhado pelos ecossocialistas”, observa ela, que diz que, no Bumba, a chamada “Mãe Terra” gritou. “Ela mostrou que aquelas pessoas são gente e precisavam ter um tratamento melhor que viver ali com aquele soro do lixo escorrendo embaixo. Ali, ainda teve gente que disse: ‘Como é que as pessoas moravam ali e não sabiam que tinha lixo? Elas sabiam!’ Ora, as pessoas sabiam, sim, mas não tinham opção. Elas precisam morar. Só quem vive a situação de risco entende isso”, acrescenta.
O papel desses ecossocialistas é discutir a implementação de políticas públicas de condições favoráveis de vida para as populações expostas às piores formas de poluição e injustiças. Íris cita o filme Erin Brockovich, com Julia Roberts. “Contou como o corredor industrial do Mississipi, nos EUA, contaminou as pessoas no ‘beco do câncer’. Aquela água do câncer é fruto da contaminação pelos resíduos”, destaca ela, que ainda lembra outras agressões ambientais, de pessoas que moram em áreas de alta poluição, em São Paulo. Já há estudos em andamento que podem comprovar a alteração no leite materno entre essas mães muito expostas.
Críticas ao Estatuto da Igualdade
Há pouco mais de um mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Estatuto da Igualdade Racial, que levou dez anos em tramitação no Congresso Nacional. A proposta, um documento de 65 artigos, é a de estabelecer políticas públicas de valorização aos negros, com o propósito de corrigir as desigualdades históricas de oportunidades e direitos dos descendentes de escravos do País.
Para o ministro da pasta, Eloi Ferreira de Araújo, a assinatura de Lula foi o resultado do esforço de “muitos e muitos anos das comunidades negras brasileiras”, com programas e medidas que valorizam as religiões africanas, classificam a Capoeira como esporte e estimulam o financiamento habitacional para os negros. Além disso, há previsão de regulamentação da garantia de ocupação de espaço no mercado de trabalho, concessão de cargos em comissão.
A queixa da maioria dos analistas é em relação à inexistência de cotas para escolas, trabalho, publicidade e em partidos políticos. O antropólogo Kabengele Munanga, professor da USP, acredita que a ausência das cotas desfigurou o estatuto, que não tem mecanismos claros para a igualdade.
Texto: Luciene Braga/O Dia/28.08.2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Alunos de 11 escolas em nova turma da Guarda Ambiental Mirim

Atual turma do projeto Guarda Ambiental Mirim
participa do desfile cívico de Santa Cruz da Serra
As atividades da segunda turma de 2010 do projeto Guarda Ambiental Mirim já começaram. O curso é organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA) e reúne 240 alunos entre 7 e 14 anos de 11 escolas públicas de Duque de Caxias. Até novembro, as crianças inscritas vão receber noções de educação ambiental, monitoramento de trilhas, primeiros socorros, ciclo da água, produção de mudas da Mata Atlântica e escotismo, além de conhecimentos de geografia e história do terceiro distrito do município, onde estão localizados grandes pólos ecológicos, como o Parque Natural Municipal da Taquara e a Reserva Biológica Municipal do Parque Eqüitativa.
Satisfeito com o projeto, o secretário Samuel Maia disse que pretende aumentar ainda mais o número de alunos no ano que vem. “Formamos 240 crianças em 2009 e este ano dobramos o número de beneficiados. Com a ajuda da iniciativa privada vamos transformar esses jovens em agentes multiplicadores nas suas comunidades. O meio ambiente de Duque de Caxias vai agradecer”, disse o secretário, que conta com o apoio das empresas Mabel de alimentos e Dolly de refrigerantes.
Participam dessa etapa alunos das escolas municipais Barro Branco, Santo Agostinho, Coração de Jesus, Santo Amaro, Santa Rita, Sergipe, Oswaldo Aranha, Dr. Ely Combat, Profª Maria de Araújo, Brasil-Itália e da Escola Estadual Padre Anchieta. As aulas são ministradas no Parque Natural Municipal da Taquara, onde os alunos assistem vídeos e participam de passeios culturais.
Texto: Paulo Gomes/Assessoria de Comunicação
Fotos: George Fant/Assessoria de Comunicação

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Agricultura familiar


A partir de agora, a agricultura familiar passa também a fornecer alimentos a serem servidos nas escolas da Rede Pública de Ensino. Com a aprovação da Lei Federal 11.947, de 16 de junho de 2009, no mínimo 30% do valor destinado por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolas (Pnae) deverá ser utilizado na aquisição da produção agrícola familiar.
Para quem produz alimentos, a iniciativa contribui para que a agricultura familiar se organize cada vez mais e qualifique suas ações comerciais.
Para quem adquire esses produtos, o resultado desse avanço é mais qualidade da alimentação a ser servida, manutenção e apropriação de hábitos alimentares saudáveis e mais desenvolvimento local de forma sustentável.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mantém na internet um site onde tira todas as dúvidas sobre a legislação da alimentação escolar. O MDA também tem um cartilha explicativa (foto acima) sobre a Lei da Alimentação Escolar.