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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Meio Ambiente leva Pimpolhos da Grande Rio a passeio na área rural

Programado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA), cerca de 20 passistas mirins e adolescentes da escola de samba Pimpolhos da Grande Rio fizeram um passeio nesta quinta-feira em propriedades rurais do quarto distrito de Duque de Caxias, onde conheceram o trabalho das famílias agricultoras do município. Acompanhados da médica veterinária Renata Briata, da SMMAAA, eles visitaram o sítio Mayama, um dos mais importantes produtores de goiaba do município, e a Fazenda Tico-Tico, especializada em piscicultura, com 60 tanques produzindo dezenas de espécies de pescado, ambas localizadas em Xerém. O passeio, que começou às 9h, terminou às 14h no Horto Municipal, onde os pimpolhos conheceram várias plantas medicinais, temperos e árvores da Mata Atlântica. Nesta sexta-feira, o grupo estará no Parque Natural Municipal da Taquara, onde aprenderá sobre a importância da água na vida dos seres humanos.

Glauceano Porto mostra uma goiabeira à filha, Laura, de 2 anos

No Sitio Mayama, os pimpolhos tiveram uma recepção calorosa do agricultor Marcelo Matsumoto. Com muita paciência, ele revelou as várias técnicas que usa para que o fruto fique maior e como faz para manter as goiabeiras em tamanho uniforme. “Isso facilita a colheita e possibilita que o sol atinja melhor a planta", explicou. Matsumoto tem 900 goiabeiras plantadas numa área de 70 mil m² e chega a colher até 4 mil caixas da fruta no pico da produção, que acontece entre fevereiro e março. Curiosas, as crianças aproveitaram para comer algumas goiabas maduras. Segundo Matsumoto, na colheita apenas as frutas ainda verdes são comercializadas. “Até amadurecerem, elas suportam melhor o transporte e o peso de uma sobre as outras. Ao final da visita, entendendo “tudo” sobre produção de goiaba, todos se refrescaram com um suco geladinho da fruta preparado pelo produtor.

Marcelo Matsumoto guia os pimpolhos entre as goiabeiras no sítio Mayama

A segunda visita, na fazenda Tico-Tico, o simpático proprietário José Maria Duarte ensinou vários segredos sobre a produção de pescado. Falou sobre dessexagem, que faz com que o peixe cresça rápido e ganhe mais peso. Duarte revelou que possui 60 tanques com dezenas de espécies de peixes. “Tenho tanques de até 10 mil m², com espécies como tilápia, tambaqui, pirarucu, dourado e tucunaré”, revelou. Segundo o piscicultor, um laboratório montado na fazenda se destina à produção dos alevinos que são separados e distribuídos nos tanques na medida em que são feitas as despescas. Ele mostrou dois grandes tambaquis pescados por clientes da fazenda. Além de peixes, Duarte também possui algumas vacas leiteiras. Levando o grupo a um dos currais, desafiou os pimpolhos a ordenhar uma delas. Muitos tentaram, mas poucos conseguiram tirar o leite da vaquinha.

O pimpolho José Luiz da Silva, 9 anos, disse que o passeio foi muito proveitoso porque permitiu o conhecimento da rotina das famílias que produzem as mercadorias que compramos nos mercados. “Aprendi até a tirar leite da vaca, mesmo com um pouco de receio do animal”, comentou o jovem.

José Luiz da Silva aprende a ordenhar uma vaca

Para a coordenadora pedagógica do projeto Pimpolhos, Rachel Castanheira, a iniciativa da SMMAAA foi muito positiva. “Com este passeio, os jovens têm oportunidade de manter contato com um tipo de vida que não conheciam e saber o que acontece até que produtos como a goiaba e o pescado cheguem até seu prato”, observou.




Rachel Castanheira exibe uma tilápia na fazenda Tico-Tico

Por volta de 14h, depois de receberem informações sobre a ação de algumas plantas medicinais sobre dores de cabeça, inflamação, cólicas menstruais e diarréia, os pimpolhos voltaram para casa. Cansados do forte calor do verão, mas contentes.

Texto: Nelson Soares/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Meio Ambiente de Caxias apresenta a natureza a membros de escola de samba mirim

Samba no pé e educação ambiental andando juntos em Duque de Caxias. A ONG Escola da Samba Mirim Pimpolhos da Grande Rio e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento estabeleceram na sexta-feira uma parceria para apresentar a alguns de seus jovens membros os mananciais de água límpidas em parques e reservas municipais, além da produção agropecuária da cidade. Tudo isso para que conheçam o tema de suas alas carnavalescas para este ano – Água e Agricultura -, reunindo cerca de 20 crianças entre 10 e 12 anos na apresentação do enredo “Recicla Vida! Conhecendo o passado, entendendo o presente para transformar o futuro”.
O secretário Samuel Maia recebeu as coordenadoras pedagógicas da Pimpolhos da Grande Rio – Jackeline Vaz, Raquel Castanheira e Marcia Pessoa –, que apresentaram a ele os objetivos da ONG e o enredo deste ano. “Não queremos que as crianças apenas desfilem. Temos um projeto educacional por trás disso que vai além do próprio carnaval. Por isso, queremos que as crianças conheçam ao vivo os temas que ilustram suas alas antes do desfile”, explicou a coordenadora Jackeline Vaz. “Muitas dessas crianças nunca viram de onde vem a comida ou como nasce os rios. Será uma experiência inesquecível” ressaltou Samuel.

Samuel Maia e as representantes da Pimpolhos da Grande Rio

Além de participar do desfile das escolas de sambas mirins no sambódromo do Rio de Janeiro, realizado uma semana antes do desfile do Grupo Especial, a ONG Escola de Samba Mirim Pimpolhos da Grande Rio realiza atividades educacionais, oficinas, trabalhos de conscientização e busca a inclusão social de crianças carentes através da arte e da cultura.
“Após as dificuldades que parte de nossa população passou devido às chuvas do fim do ano passado, e que nós todos, servidores da Prefeitura e voluntários, nos esforçamos para solucionar, continuamos com nossos projetos e na busca de novas parcerias para a cidade”, declarou o secretário Samuel Maia. Segundo ele, as crianças vão conhecer criações do peixe tilápia e gado bovino e parte da produção agrícola desenvolvida na cidade. Irão também conhecer as cachoeiras e as nascentes do Parque Natural Municipal da Taquara e da Reserva Biológica do Parque Equitativa – a primeira reserva biológica municipal da Baixada Fluminense, criada em dezembro passado e com 1,5 milhão de metros quadrados de extensão.

Parceria entre a escola de samba mirim e Secretaria de Meio Ambiente é aprovada


Texto: Vinicius Marins/Assessoria de Comunicação PMDC
Fotos: Everton Barsan/Assessoria de Comunicação PMDC